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Maurene Goo, autora de livro inspirado em K-dramas, fala sobre adaptação para filme

·5 minuto de leitura

A escritora norte-americana Maurene Goo, filha de sul-coreanos, anunciou nesta semana que seu livro juvenil "Isso que a gente chama de amor" ganhará uma adaptação para filme. As páginas são repletas de referências aos K-dramas, como são conhecidas as séries sul-coreanas, e tiveram sua primeira edição publicada no Brasil em fevereiro pela editora Seguinte.

— A "onda coreana" tem marcado presença já faz um tempo agora, mas eu sinto que, com a explosão do BTS, o sucesso de filmes como "Parasita", e a popularidade de produtos de beleza coreanos, nós estamos realmente nela. Claro, eu sinto orgulho desse reconhecimento. Quando meus pais imigraram para cá (EUA), eles nunca imaginaram que a cultura deles seria entendida, que dirá popular. A Coreia é um país pequeno, mas é orgulhoso, e então tem sido incrível vê-lo no palco do mundo — disse Maurene.

Segundo Maurene, o longa-metragem será adaptado para a Netflix pela diretora e roteirista Yulin Kuang, produzido por A-Major, e estrelado e produzido por Lee Byung-hun.

"Esta é a notícia que importa para minha mãe", celebrou a escritora na postagem do Instagram em que contou a novidade a seus seguidores, na segunda-feira, dia 19. "Eu cresci com os K-dramas, então isso é irreal!"

Em razão da expansão da hallyu, a onda cultural sul-coreana, impulsionada principalmente pelo K-pop no Ocidente, tais produções audiovisuais despertam mais interesse também no Brasil, onde foi registrado o terceiro maior crescimento do consumo de K-dramas na pandemia. Assim, a obra vem atraindo fãs da cultura coreana.

— O feedback dos leitores brasileiros tem sido fenomenal. Eu estou muito, muito lisonjeada e honrada que os leitores amam tanto esse livro. Ver seus livros publicados em outra língua dá realmente um sentimento especial e é uma das metas pelas quais autores batalham. Eu sou muito grata a todos que postaram sobre o livro ou vieram até mim. Eu fico feliz em usar o Google tradutor para ler os comentários em português!

Ao EXTRA, ela compartilhou suas inspirações para a história de Desi e Luca, revelou sua percepção do feedback que recebe dos leitores brasileiros, e contou a importância das influências culturais que recebeu dentro de casa para sua formação como pessoa e escritora.

— Mesmo sem a hallyu, eu teria sempre escrito sobre a cultura coreana, porque ela faz parte de quem eu sou. E quando eu me coloquei para escrever para romances para jovens adultos, eu queria compartilhar uma história como a minha com o mundo. Escrever histórias coreana-americanas para a criança que eu costumava ser e para todos os outros leitores que precisavam delas.

O livro conta a história da adolescente nerd Desi, boa aluna focada nos estudos com o sonho de entrar numa universidade renomada, mas que não tinha qualquer experiência com garotos até conhecer Luca, um artista descolado transferido para sua escola. Maurene mencionou inclusive semelhanças e diferenças que enxerga entre si própria e a personagem.

— Assim como Desi, eu não tive muita experiência com relacionamentos ou garotos enquanto crescia. Mas, diferentemente de Desi, eu não era tão focada e determinada (ou tão boa na escola!). O aspecto de Desi com que eu mais me pareço, entretanto, é a necessidade que ela tem de controlar a felicidade de todos ao seu redor. Essa é uma tendência desafortunada que eu também tenho — avaliou.

Conforme surge o interesse de Desi por Luca, ela monta um plano mirabolante baseado na fórmula que percebe existir nos mais variados K-dramas a que seu appa tanto assiste. Desi não dava a menor pelas séries do pai coreano até perceber que as histórias poderiam ajudá-la a conquistar Luca. Com a ajuda de seus dois melhores amigos, a menina cria um passo a passo desafiador que só deixa a leitura mais divertida a cada capítulo, principalmente pelas perceptíveis semelhanças com os K-dramas românticos.

Assim como a personagem principal do livro, Maurene também demorou um pouco até se encantar de vez pelos K-dramas.

— Enquanto pequena, eu achava os K-dramas um pouco chatos e exagerados, só foi adulta que eu realmente passei a apreciá-los — afirmou. — Quando me mudei de Los Angeles e senti com saudade de casa, eu assistia K-dramas. Eles sempre vão ter uma conexão com uma noção de casa para mim. E assisti-los foi algo intrínseco para minha formação em uma contadora de histórias.

A autora contou que desde pequena foi criada na cultura coreana em vários outros aspectos que curtia e o quanto, conforme foi crescendo, foi pegando o gosto pelos K-dramas, e ainda revelou seu top 3 de K-dramas prediletos que, segundo ela, sempre devem aparecer em sua lista. E assim, as sugestões dela são: "Healer", "Jealousy Incarnate" e "Goblin".

— Eles (meu pais) falavam coreano em casa (ainda que eu tenha perdido muito da minha fluência), nós comíamos comida coreana em quase toda refeição, celebrávamos costumes específicos, e assistíamos a dramas coreanos, como mencionei. Eu diria que aquelas noites assistindo a K-dramas com meus pais foram uma das minhas memórias mais queridas. Era tão mundano, mas impactante — lembrou Maurene. — Eu cresci assistindo a K-dramas, então eles sempre fizeram parte da minha vida (assim como Desi, meus pais também sempre tiveram dramas ligados ao fundo, eles também foram o som natural da minha infância). Mas eu passei por fases ao acompanhá-los enquanto adulta. Quando eu tive a ideia para o livro, eu não lhes assistia havia um tempo, então eu ofereci a mim mesma um "curso renovado de K-dramas". Eu fiquei tão surpresa em ver como eles eram facilmente encontrados nos Estados Unidos naquela época!

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