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Material escolar: fique de olho nestas 5 dicas para evitar fraudes nas compras

Todo começo de ano é a mesma coisa para os pais e alunos: as compras com listas cheias de itens para o início das aulas. Para evitar as filas e até economizar, muita gente tem aderido à tecnologia na hora de pesquisar e adquirir tudo o que é necessário. E, assim como qualquer outro consumo online, é preciso ficar de olho nas fraudes, especialmente porque os agentes maliciosos gostam de explorar datas e períodos de alta procura no e-commerce.

Para ajudar você a se proteger e ficar mais atento na hora das compras, o advogado Francisco Gomes Júnior, especialista em Direito Digital e presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP), selecionou algumas perguntas comuns e respondeu na forma de cinco dicas. Confira abaixo:

Posso passar meu CPF em lojas e sites de compras?

Nas compras na loja física não há obrigação, sendo essa uma decisão do cliente. Já no e-commerce, o CPF é necessário para a emissão da nota fiscal eletrônica. O mais importante é fornecer apenas os dados necessários. Caso entenda que estão sendo solicitadas mais informações do que as necessárias, entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente da empresa ou outra forma de comunicação oferecida no site/rede social, ou aplicativo.

Como saber se a empresa é confiável?

Sempre pesquise na internet a idoneidade e reputação da empresa. É possível fazer isso em site de reclamações de consumidores, páginas de institutos de Defesa do Consumidor ou mesmo do Procon. Além disso, verifique a razão social, endereço, telefone e CNPJ, que devem estar visíveis e de fácil acesso para os usuários.

Como avaliar se o site é confiável?

Um fator importante é a certificação digital. O e-commerce que preserva os dados dos clientes e a proteção na hora da compra e que possui selos de segurança e certificações digitais são, em tese, seguros. Outra dica importante é optar sempre por endereços de URL que apareçam com o símbolo do cadeado. Se ele não estiver fechado, os dados podem estar vulneráveis a eventuais ataques.

Qual a forma mais segura na hora de efetuar o pagamento?

Os cartões virtuais têm sido grandes aliados dos consumidores na hora da compra. Por possuírem código e número único válidos somente para aquela transação específica, o roubo das informações e possíveis fraudes ficam mais difíceis.

Realizar uma TED ou DOC é uma operação que não é tão ágil como um PIX, mas para valores significativos pode ser a melhor opção, pois são necessários mais dados para que a transferência se realize; além disso, é possível pedir a reversão da transação.

Devo confiar em links para pagamento online?

Os links para pagamentos online sempre são gerados a partir de uma plataforma de gestão de transações junto ao comerciante. Vale sempre ficar alerta sobre a idoneidade de quem você está comprando, além da origem deste link. Sempre dê preferência para sites que começam com “https” e não “http”.

Ainda mais importante do que ter segurança e conhecimento sobre quem está te vendendo, é aconselhável ter a mesma sensação sobre os parceiros de negócios dessa empresa. Para isso, você pode utilizar sites como Reclame Aqui e o próprio Procon para fazer pesquisas. As plataformas de pagamento com boa credibilidade são bastante populares; caso se depare com alguma que nunca ouviu falar, procure saber mais sobre sua procedência.

Preserve os direitos dos alunos

Muitos podem não saber, mas os itens cobrados de uso coletivo são regulados pelas leis. De acordo com o Procon, fica proibido impedir a participação ou a permanência do aluno nas atividades escolares caso esse não esteja com o material requerido na lista exigida pela instituição de ensino.

Indicar marca, modelo ou estabelecimento para realizar a compra dos materiais escolares também é proibido pelos órgãos de defesa, além da exigência de produtos de limpeza e higiene, administrativos e remédios.

Fonte: Canaltech

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