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Matéria-prima mais cara atrapalha retomada econômica de pequenas empresas

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.09.2018: Movimentação de estudantes em frente a POLI (Escola Politécnica da USP). (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 19.09.2018: Movimentação de estudantes em frente a POLI (Escola Politécnica da USP). (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A alta nos preços de matérias-primas tem travado a retomada da atividade econômica para pequenas e médias empresas, sobretudo em setores como alimentação e construção civil.

Para enfrentar o cenário de insumos mais caros, moeda desvalorizada e risco de desabastecimento, empreendedores precisam investir em planejamento, buscar compras antecipadas, coletivas e em maior volume, além de ter um produto que se destaque no mercado.

“O preço de tudo disparou e existe escassez de algumas matérias-primas”, diz Marcelo Massarani, professor da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo). Em novembro de 2019, ele fundou a Cervejaria Iandé, na cidade de Tatuí (interior do estado).

Cotado em euros, o preço do malte subiu 32% neste ano, de acordo com o portal e-malt. “Na compra de lúpulo, por exemplo, começamos a fazer contrato de fornecimento anual para garantir o estoque”, conta Massarani.

Segundo a consultoria Euromonitor, o volume de vendas de cerveja no Brasil em 2020 foi o maior dos últimos seis anos, com 13,3 bilhões de litros. Contudo, com a pandemia, o consumo migrou para o interior dos domicílios. “Não conseguimos estar nas gôndolas dos supermercados com a facilidade das grandes empresas”, diz o empreendedor.

Marcelo Pedroso, professor da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração), explica que o pequeno e o médio empreendedor não têm a mesma capacidade de influenciar o mercado como as grandes empresas. Por isso é importante traçar uma estratégia competitiva sólida.

O fundador da Iandé afirma que as finanças de seu negócio estão garantidas graças a arranjos que firmou durante a crise sanitária. Ele desenvolveu um esquema para entregas em 24 horas na capital paulista, além de ter fechado parcerias com donos de restaurantes para oferecer uma cerveja de estilo mais leve.

Com o avanço da vacinação e a reabertura de bares e restaurantes, a demanda está, como esperava o setor, em alta. “Percebemos uma procura maior para consumo no local, as pessoas estão cansadas de ficar em casa”, diz Débora Nascimento, proprietária da microcervejaria Kevala Bier.

No setor de construção, as empreiteiras também sofrem com os reajustes. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), da Fundação Getulio Vargas, aponta alta de 29,4% para madeira e de 81,4% para materiais metálicos nos últimos 12 meses. Houve ainda falta de insumos.

Engenheiro na construtora Habiarte, de Ribeirão Preto (interior de São Paulo), Igor de Paula conta que uma das obras que administra teve seus prazos revistos após a escassez de aço que ocorreu entre novembro de 2020 e maio desde ano.

“Quem constrói assume um risco. O valor das plantas é tabelado pelo INCC, mas há toda uma cesta. A alta de materiais metálicos, por exemplo, não é só do aço, é também do cobre presente nas fiações”, afirma o engenheiro. Ele reconhece, porém, que o mercado está aquecido. “Conseguimos repassar os custos.”

Dados do Sinduscon-SP (sindicato da construção civil) mostram que o número de unidades habitacionais vendidas em julho (5.373) caiu ante o registrado no mês anterior (6.387), embora a cifra para os últimos 12 meses represente alta de 38,6%.

Segundo o diretor de economia da entidade, Eduardo Zaidan, passou o momento de comercializar e chegou a hora de construir para reabastecer o estoque de imóveis.

Investir na informatização dos projetos e em elementos basculantes com medida padrão, como fazem as grandes incorporadoras, pode significar economia, segundo ele. “Tecnologias de projetos virtuais estão ao alcance de pequenos escritórios e não são soluções muito caras.”

Zaidan acrescenta que a boa comunicação com o contratante reduz a chance de imprevistos e retrabalho.

Cibelle Pestillo, consultora do Sebrae-SP, afirma que o momento exige que os pequenos e médios empresários coloquem suas contas em uma planilha. “É importante analisar as despesas e os resultados para formar um preço competitivo que garanta sustentabilidade.”

Para economizar com o transporte, setor com maior alta na inflação, a consultora aconselha fazer compras antecipadas e, se possível, conjuntas. “Com os maiores volumes dá para barganhar um desconto melhor.”

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