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Masters Berlin | Havan Liberty investe em treinamento físico para pro players

·11 minuto de leitura

A Havan Liberty foi vice-campeã da terceira etapa do VCT BR, mas um dos principais destaques desta campanha da organização foi a mecânica dos jogadores. Muito desse trabalho vem por parte da equipe médica, que desenvolveu programas de treinamento específicos para os pro players e mostram como atletas de alta performance dentro dos eSports podem se beneficiar (e muito) do trabalho físico realizado para melhora de trabalho muscular e reflexos.

O Canaltech conversou com o trio de profissionais que cuida da parte física dos jogadores, para entender como foi o processo de implementar treinos de alta performance para os atletas da Liberty.

Felipe Moreira (esquerda), Ricardo Eid (centro) e Vitor Kenji (direita) são os responsáveis pelo preparo físico e cognitivo dos atletas. (Imagem: Sid Macedo/Havan Liberty)
Felipe Moreira (esquerda), Ricardo Eid (centro) e Vitor Kenji (direita) são os responsáveis pelo preparo físico e cognitivo dos atletas. (Imagem: Sid Macedo/Havan Liberty)

Vitor Kenji já é uma figurinha carimbada dentro do cenário de eSports. O fisioterapeuta tem passagens pela CNB, Team Liquid e agora LOUD e Havan Liberty. Jogadores profissionais podem ter lesões com facilidade, devido ao desgaste dos treinos e, muitas vezes, uma rotina não muito saudável por parte dos jogadores. Por isso, Kenji gosta de compartilhar o seu trabalho e o processo com os atletas através de suas redes sociais.

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Ricardo Eid é médico de esporte e trabalhou no time de futebol Red Bull Bragantino antes de integrar a Havan. Anteriormente, ele também trabalhou com os atletas olímpicos do Flamengo, além das seleções brasileiras de futebol (feminina e masculina) e basquete.

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Felipe Moreira, preparador físico da Havan Liberty, brinca que chegou a virar um “bicho papão” para os jogadores, já que o trio passou a cobrar dos atletas uma rotina atlética e horários regulares para acordar, além do treinamento físico. Juntos, eles são responsáveis pela parte física dos jogadores da Havan Liberty. Além dos três, a equipe ainda possui uma nutricionista e uma psicóloga. Segundo eles, o trabalho é chamado de equipe integrada, já que todos trabalham em sinergia para o alto rendimento dos jogadores.

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Ricardo comentou sobre o projeto ser sobre levar a rotina de atletas de alto rendimento para esses jogadores. Um dos principais fatores determinantes foi a liberdade que a Havan deu para o trabalho da equipe integrada: “Nós temos total liberdade para acrescentar e interferir na rotina dos jogadores, principalmente em horários de treino e estilo de vida”, declarou.

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Segundo Kenji, a Havan inovou bastante ao trazer uma equipe interdisciplinar para cuidar dos atletas. “A gente tá acostumado a ver mais psicólogos, fisioterapeutas e nutris. Para mim o médico esportivo não é só importante para o dia a dia, como lesões, o atleta pode acordar com um torcicolo no dia do jogo e o Ricardo pode entrar para intervir”. Ele também comenta como o trabalho com Felipe é uma extensão do próprio trabalho, já que não adianta de nada um jogador se recuperar de algo como uma tendinite, e não ter um acompanhamento com um personal para cuidar da lesão.

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Eid reafirmou que o trabalho de todos, é complementar: “Muitas vezes existe algo que eu vejo não relacionado a parte física, eu passo para a psicóloga e a gente tenta juntar esse quebra-cabeças da melhor forma possível”. Um dos principais destaques para eles é que todos trabalham em conjunto em prol de otimizar o trabalho. “Não tem ninguém tentando ‘atropelar’ ninguém” finalizou Vitor.

Felipe também acrescentou sobre como o trabalho fluiu de uma forma mais natural graças à liberdade que receberam. “Uma coisa que nós sentimos vontade, foi trazer coisas de fora dos outros esportes para dentro do eSport, para gerar alto rendimento. E hoje a gente tem uma demanda muito grande de trabalho para alto rendimento desses atletas. E eles perceberam que sim, já começou a fazer resultado. Não foi um resultado unilateral, tem dias que eu e o Vitor vamos juntos para a Havan e fazemos um treino de tomada de decisões, reflexo, agilidade e trabalho de visão periférica”.

Ele acrescentou que, apesar da grande discussão de anos sobre eSports ser ou não esporte, eles tratam todos como atletas de alto rendimento.

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“E hoje, depois de 3 meses trabalhando, junto com a supervisão do Ricardo, nós criamos cerca de 100 exercícios focados nisso. Acabou sendo um trabalho muito mais forte do que já fizemos em outro time. A gente começou a descobrir nesse tempo que, sim, eles podem ser atletas de alto rendimento. As pessoas ficam naquela, mas é esporte? É esporte", comentou Felipe.

"Só pelo fato de mudar a frequência cardíaca, é um esporte. É um trabalho que começou tímido e hoje a gente conversa de dia, de noite, de madrugada, então acabou virando realmente um time e o resultado está acontecendo. A psicóloga também, a gente dá muita demanda pra ela. E não demanda de problema de saúde, mas de incentivar os meninos, deles quererem mais.”

O trabalho da equipe integrada da Havan parece ter dado bastante resultado, principalmente no VALORANT. O time foi vice-campeão do VCT BR e está em Berlim, na Alemanha, para disputar o VALORANT Masters, campeonato internacional que dará pontos para o Valorant Champions, que consagrará o campeão mundial do FPS da Riot. E para os três, a sinergia do trabalho da equipe facilitou a adaptação rápida dos jogadores para esse sistema de alto desempenho.

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“O meu papel é de medir o que estamos fazendo, pegar tudo o que foi aplicado e mostrar os resultados. Seja através dos testes de atenção ou de reflexo, meu trabalho é entender o que estamos fazendo, ver como isso gera resultado e melhora dentro do jogo, e mostrar para os jogadores, para eles realmente comprarem a ideia. A nossa proposta é do projeto ser algo a longo prazo, para que eles tenham independência e possam aplicar o trabalho que estamos fazendo sem precisar que estejamos perto", explica Ricardo. “Os exercícios dão resultado pois o Doutor Ricardo realiza os testes e consegue mostrar pro atleta como ele está melhorando na tomada de decisão ou nos reflexos", complementa o fisioterapeuta.

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Para Ricardo, o trabalho se torna fácil pois, graças ao monitoramento deles e a ajuda para melhorar dentro jogo, eles aceitam com mais facilidade. “Nós passamos diariamente questionários de qualidade de vida, qualidade de sono, de treino, tudo para ir monitorando eles todos os dias. Para ter um acompanhamento da equipe e tentar entender caso tenha alguma coisa de errado com algum deles e identificar rapidamente. Nós fazemos testes cognitivos de atenção simples, de tempo de reação. Um exemplo é a cabeça do personagem aparecer na tela e eles tem que atirar. E para eles é gostoso pois eles aprendem fácil, e como conseguimos monitorar os resultados, até gera uma competição saudável entre eles.”

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O trabalho da equipe é tanto com as lineups masculinas e femininas de VALORANT quanto a de Counter-Strike. De acordo com eles, apesar de algumas resistências iniciais, o projeto foi fluindo aos poucos e, graças a sinergia entre eles, o trabalho foi sendo aceito com mais facilidade pelos jogadores.

“A coisa que eu mais ouvia quando entrei na Havan era: 'eles vão treinar para quê?'”, comentou Felipe, sobre como alguns jogadores eram céticos sobre o trabalho físico. “Alguns jogadores chegaram a comentar que eles não se exercitavam fisicamente, mas estavam ganhando [partidas]”. Porém, ele afirma que os atletas, eventualmente, entenderam a situação: “Eles entenderam que, se eles estão aqui, então vão ter que treinar. Eles vão ter que fazer fisioterapia. Eles podem estar perfeitos fisicamente, mas não vão deixar de fazer o trabalho".

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"Uma coisa que achamos legal, é que os técnicos treinam juntos dos atletas. Muito para poder dar o exemplo aos jogadores, mas também acaba se tornando um momento de descontração entre eles. O Felipe e o Kenji passam um treino que é pesado, mas o ambiente é super leve, é um clima muito gostoso, então ajuda entre eles. Eu faço reuniões semanais com os técnicos, para entender como está essa evolução dentro da grade de treino, da grade dos jogos e da periodicidade de treino, que não é falado muito nos eSports. O pessoal fala que é só jogar e jogar, mas tem que treinar. Você precisa usar esses jogos para montar tática, técnica e passar isso para ajudar a potencializar essa parte", declarou Ricardo.

A rotina de um jogador profissional de eSports muitas vezes é bem diferente de um atleta de alto rendimento. O combo de transmissões ao vivo, treinos e maus hábitos, como má alimentação e noites ruins de sono, podem ser constantes graças a horas de jogatina a fio que os jogadores acabam tendo. A ideia é evitar que os atletas tenham um dia a dia que prejudique a performance e a saúde deles.

“Quando eu cheguei lá, eu falei para eles: oito da manhã começa o treino. Eles viraram e falaram: 'oito da manhã?'” comentou Felipe, imitando a surpresa dos jogadores ao ouvir o horário. “Oito da manhã, no mundo do eSports, acordar nesse horário, para depois ir para o Office fazer um treinamento físico e depois voltar pra casa, eu fui tratado como o demônio”, brinca o preparador físico, em tom descontraído.

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“Mas hoje tem atleta que chega pra mim e fala: 'oh Felipe, eu quero me matricular na academia, você poderia supervisionar o treino? Ou montar um treino para mim como um complemento? O dia que eu não me exercito eu fico meio perdido'.”

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De acordo com Felipe, eles conseguiram planejar como seria a rotina dos jogadores na Alemanha, e como está sendo a preparação dos jogadores na Europa. Para eles, o trabalho atualmente rende bastante fruto.

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“Foi assim, começou um negócio tão pequeno que hoje a gente consegue mensurar o dia a dia deles para manter o rendimento e a menor fadiga possível do outro lado do oceano”. Da equipe, somente o fisioterapeuta, Vitor Kenji, embarcou com os jogadores para Berlim para a disputa do Masters. “Alguns times ficam nessa questão de levar psicólogo, mas dentro da nossa rotina, do que a gente faz, tem uma sequência de coisas que nós conseguimos fazer remotamente. No caso do Kenji, o trabalho dele só pode acontecer presencialmente, é muito difícil ele conseguir fazer de forma remota”, completou Ricardo, que também explicou que boa parte do trabalho dele e do resto da equipe interdisciplinar pode ser feito remotamente.

(Imagem: Sid Macedo/Havan Liberty)
(Imagem: Sid Macedo/Havan Liberty)

De acordo com a equipe, eles possuem uma rotina de treino estabelecida com os jogadores que está sendo aplicada durante o Masters Berlin. Além disso, a rotina dos jogadores foi modificada para não sentirem tanto a mudança de fuso-horário durante as partidas em Berlim.

No momento, a Havan joga a lower bracket, também conhecida como chave de repescagem, contra a Crazy Raccoon nesta próxima terça-feira (14). Quem vencer a partida, encara a Gambit para definir o próximo classificado para os playoffs da competição.

Fonte: Canaltech

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