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Mastercard estabelece data para eliminar tarjas magnéticas de cartões

·4 minuto de leitura

Antes de os cartões de crédito terem tarjas magnéticas, todo o processo de pagamento com esse método era lento e, para o vendedor, até inseguro. Na época, as informações eram copiadas em folhas carbonadas com um caminho manual que usava uma máquina de plástico. E a confirmação da idoneidade do cliente era feita a partir de listas impressas atualizadas mensalmente.

As tarjas magnéticas mudaram completamente esse formato. A ideia de inserir dados nesse tipo de material veio no início dos anos 1960. Ele já era usado para gravar áudio, em fitas cassete, e dados de computador, em disquetes, e a IBM investiu nele para inserir informações de pagamento. Com as tarjas magnéticas, foi possível, ainda, permitir autorização em tempo real, o que tornou o processo mais seguro para os estabelecimentos.

O avanço da tecnologia e as mudanças de hábitos dos consumidores, entretanto, podem levá-las à aposentadoria. Os cartões atuais, com chips, já são mais seguros que as tarjas magnéticas — isso sem contar os que têm antenas e permitem transações por aproximação. Já os cartões com biometria, que combinam impressões digitais e chips para verificação de identidade, adicionam mais uma camada de segurança.

Imagem: Reprodução/Envato/Rawpixel
Imagem: Reprodução/Envato/Rawpixel

A MasterCard é uma das primeiras a determinar que seus cartões de crédito e débito não tenham tarjas magnéticas a partir de 2024 na maioria dos mercados — especialmente aqueles em que os pagamentos com chip já estão bastante difundidos. A motivação é o fato de os pagamentos a partir da tarja magnética estarem cada vez mais em desuso.

Além disso, até 2033, a operadora não produzirá mais cartões com a tecnologia — esse período permite que os parceiros da empresa se adaptem à novidade. “É hora de adotar métodos que permitam pagamentos simples, rápidos e seguros”, diz Ajay Bhalla, presidente do segmento de Cyber & Inteligência da Mastercard. “O melhor para o consumidor é o melhor para todos no ecossistema.”

Uso universal

Esse intervalo de tempo é necessário para garantir que haja interoperabilidade. Basta lembrar que a tecnologia que usa chips nos cartões de crédito para tornar os pagamentos mais seguros se tornou disponível ainda nos anos 1960. Mesmo assim, demorou décadas para que fosse amplamente adotada porque os terminais não identificavam todos os chips. Só deu certo efetivamente quando se criou uma padronização para o componente.

No processo de pagamento, esses chips criam códigos únicos para legitimar cada transação. Os dados, então, são validados pelo banco para confirmar sua autenticidade. Não à toa, no fim dos anos 1990s, os cartões com a tecnologia se tornaram cada vez mais aceitos e preferíveis. Hoje, são usados em 86% das transações presenciais globalmente.

Imagem: Reprodução/Envato/RossHelen
Imagem: Reprodução/Envato/RossHelen

Uma pesquisa feita pela Phoenix Consumer Monitor a pedido da Mastercard em dezembro de 2020 mostra que mais da metade dos americanos prefere pagar com cartões com chip em vez de qualquer outro método — o principal motivo é a segurança. Os pagamentos por aproximação vêm em seguida.

Entre os participantes do levantamento, apenas 11% escolhem a tarja margnética — entre clientes que já usaram pagamentos para aproximação, o percentual é ainda menor: 9%. Outro estudo da empresa, de julho de 2021, indica que 81% dos americanos entrevistados usariam cartões sem tarja magnética e que 92% usariam mais ou, pelo menos igualmente, seus cartões se eles não tivessem mais a tecnologia.

Influência da pandemia

As mudanças nos processos de pagamentos levaram décadas, mas a transformação digital ganhou agilidade com a pandemia. No primeiro trimestre de 2021, a Mastercard processou 1 bilhão a mais de transações por aproximação que no mesmo período de 2020. Já no segundo trimestre de 2021, 45% de todas as operações de pagamento presenciais usaram a tecnologia.

Uma pesquisa global da Mastercard, o Índice de Novos Pagamentos, demonstra que os consumidores querem experimentar novas opções. Quase ⅔ dos entrevistados disseram que usaram novos meios de pagamento, que não adotariam em circunstâncias normais. Essas tecnologias são muito mais fáceis de ativar e estão acessíveis até para pequenos comerciantes. Um exemplo é o Cloud Tap on Phone que não requer acessórios adicionais para transformar celulares em maquininhas.

Imagem: Reprodução/Envato/Prostock-studio
Imagem: Reprodução/Envato/Prostock-studio

Paralelamente, a tecnologia tem evoluído para se tornar mais segura — um exemplo são as especificações resistentes à tecnologia quântica para pagamentos por aproximação. A ideia é que clientes e comerciantes estejam protegidos por décadas, mesmo quando a computação quântica já estiver em uso. E o objetivo é que a experiência continue a ser simples e ágil, bem como não necessite de mudanças físicas.

Howard Hammond, vice-presidente executivo do Fifth Third Bank, destaca que a forma como compramos pagamos e interagimos está em evolução e é preciso acompanhar esse movimento com experiências mais inteligentes e seguras. “O verdadeiro progresso implica abandonar tecnologias que já não atendem às nossas necessidades,” conclui.

Fonte: Canaltech

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