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Massacre no Jacarezinho: confira a cronologia da operação

·3 minuto de leitura

RIO — A operação realizada pela Polícia Civil nesta quinta-feira, dia 6, na Favela do Jacarezinho é alvo de uma investigação independente do Ministério Público e de críticas de entidades pelo alto número de mortos. A operação terminou com 27 mortos — sendo um policia militar, mais letal da História do Rio de Janeiro. Delegados que participaram e organizaram a operação disseram, em entrevista coletiva, que a ação foi planejada de acordo com os protocolos definidos pelo Superior Tribunal Federal, mas que não comemoram o resultado devido o grande número de mortes.

A operação foi montada após a Justiça determinar a prisão de 21 pessoas acusadas de tráfico de drogas. Dos mandados de prisão, três foram cumpridos e outros três procurados acabaram mortos durante os confrontos. Outros três suspeitos foram presos, totalizado seis detenções durante a ação.

A operação da Polícia Civil no Jacarezinho teve como alvo uma organização criminosa que atua na comunidade e que seria responsável por homicídios, roubos, sequestros de trens da SuperVia e o aliciamento de crianças para atuarem no tráfico local. A ação foi chamada de Exceptis e é coordenada pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Nesta sexta-feira, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao procurador-geral da República, Augusto Aras, e ao procurador-geral de Justiça do estado do Rio de Janeiro, Luciano Oliveira Mattos de Souza, um vídeo que mostra a possível execução de uma pessoa. O vídeo, que circula nas redes sociais, diz que a ação teria sido filmada durante a operação da Polícia Civil na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio. Mas, os policiais da filmagem aparecem com um uniforme que não é usado por policiais civis do Rio. O objetivo é que seja feita uma apuração sobre o que ocorreu. Não há informações sobre a autenticidade das imagens. A operação foi a mais letal da história do Rio de Janeiro, com 25 mortos.

Parentes relatam que pessoas mortas durante a operação policial na favela do Jacarezinho (Zona Norte) na última quinta-feira (6) tinham marcas de cortes em seus corpos. As famílias acusam agentes de terem desferido golpes de facadas contra vítimas.

Durante o enterro do policial civil André Leonardo de Mello Frias, de 48 anos, morto após levar um tiro na cabeça durante a operação, o secretário de Polícia Civil Allan Turnowski disse que a ação foi feita com atuação técnica e com maturidade. Turnowski, que saiu sem dar entrevista, disse em seu pronunciamento que os traficantes , nesta quinta-feira, não atiraram para fugir e sim para matar. Ele também revelou que a inteligência da corporação confirmou que 24 mortos eram criminosos.

— Para quem conhece de operação um pouquinho, só um pouquinho, o traficante, o criminoso, quando a gente entra numa comunidade, ele atira para fugir. Ontem(quinta-feira), eles atiravam para guardar posição, atiravam para matar, para confrontar. Eles não correram. O que a Polícia Civil mostrou ontem foi técnica, foi maturidade, foi profissionalismo de mostrar à sociedade que aquele traficante que invadiu a casa de uma moradora, ele é inimigo de toda sociedade. Porque pode invadir sua casa na Zona Sul, na Zona Norte, na Zona Oeste. E a última barreira eram vocês ( policiais). E vocês fizeram a missão de vocês. A inteligência já confirmou todos os mortos como traficantes. Dezenove com folhas corridas até agora — disse o secretário.

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