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Marvel terá novo evento Heróis Renascem nas HQs — mas bem diferente do primeiro

Claudio Yuge
·4 minuto de leitura

Os anos 1990 foram crueis com os quadrinhos de super-heróis, com trama frágeis e apelativas, cheias de mortes “bombásticas” e eventos que priorizavam muito mais a publicidade efêmera e as páginas repletas de ação do que exatamente roteiros consistentes e ideias longevas. E uma das iniciativas mais polêmicas foi o evento Heróis Renascem, que, basicamente, trocava as principais propriedades da Marvel Comics por versões mais “extremas”, completamente diferentes. Agora, a editora deve revisitar o conceito, mas de uma forma bem distinta que sua investida anterior.

Desta vez, tudo gira em torno de uma realidade em que os Vingadores nunca foram formados e, portanto, o Capitão América não foi resgatado de seu estado dormente no gelo na Era Moderna. “Bem-vindo a um mundo onde Tony Stark nunca construiu uma armadura do Homem de Ferro. Onde Thor é um ateu beberrão que despreza os martelos. Onde Wakanda é descartado como um mito. E onde o Capitão América nunca foi encontrado no gelo, porque não havia Vingadores para encontrá-lo”, descreve a sinopse da Casa das Ideias.

Imagem: Divulgação/Marvel Comics
Imagem: Divulgação/Marvel Comics

“Em vez disso, este mundo sempre foi protegido pelos Heróis Mais Poderosos da Terra, o Esquadrão Supremo da América. E agora o Esquadrão enfrenta um ataque de alguns de seus inimigos mais ferozes, como Dr. Fanático, o Caveira Negra, a Feiticeira Prateada e Thanos com seus Aneis do Infinito. Blade é o único homem vivo que parece se lembrar de que o mundo inteiro de alguma forma... renasceu. E assim começa sua busca pela causa por trás dessa mudança sinistra na realidade”, complementa.

A história, como dá para notar, vai destacar o grupo Esquadrão Supremo, que seria a versão da Liga da Justiça na Casa das Ideias. Ou seja, tudo indica que seria como a Marvel dizendo “a Liga da Justiça conseguiria se dar bem no lugar dos Vingadores no Universo Marvel?” Já tem gente comparando com Ponto de Ignição, evento da concorrente DC Comics; e com A Era do Apocalipse, publicada nas revistas dos X-Men.

Reinvenção menos pretensiosa

Quando Heróis Renascem foi impressa em 1996, era uma tentativa da Marvel Comics de manter Jim Lee e Rob Liefield na companhias. Eles foram dois dos desenhistas que mais venderam seus gibis naquela década e, vinham fazendo parte da revolução chamada Image Comics, uma empresa que reunia estúdios independentes, como os de Todd McFarlane, Marc Silvestri, Erik Larsen e outros talentos que deixaram a Casa das Ideias devido à falta de remuneração pela criação de váríos personagens.

Só que o projeto nasceu todo “meio torto”; e tinha uma premissa um tanto pretensiosa, de realmente tentar substituir tudo aquilo que os leitores mais gostavam em seus personagens nas últimas décadas — e que já andava sendo maltratado pelas histórias da época. Vale lembrar que, naquele período, não tínhamos redes sociais e a web ainda engatinhava. Então, tudo o que era publicado tinha uma dimensão ainda mais sensacionalista.

A trama girava em torno do renascimento dos Vingadores e do Quarteto Fantástico após a luta contra Massacre, um vilão que era uma mistura do Professor Xavier com Magneto. Mais tarde, todos descobriram que a nova realidade era um cenário criado por Franklin Richards, o poderoso filho do Senhor Fantástico e da Mulher Invisível. A recepção não foi boa, especialmente com os Vingadores, já que Liefield não trouxe grandes novidades em relação às histórias. Além disso, ele mexeu muito com o design e deixou tudo tão exagerado que até hoje algumas das imagens são lembradas com certo desgosto — a exemplo do Capitão América com um tórax completamente desproporcional e irreal.

Imagem: Reprodução/Marvel Coimcs
Imagem: Reprodução/Marvel Coimcs

Na versão atual, ainda não se sabe exatamente quem é o responsável por essa alteração na realidade — muitos acreditam ser o diabão Mefisto, mas isso é uma dos grandes mistério da trama. "Essa é, talvez, a história mais doida que já coloquei no papel. Tive que me soltar e liberar minha criança criada com quadrinhos de uma forma realmente profunda. E, junto com um grupo de artistas imensamente criativos, construímos um mundo bem diferente de qualquer versão do Universo Marvel que você já viu antes”, disse o roteirista Jason Aaron, que assina o crossover ao lado do desenhista Ed McGuinness.

A ideia nasceu da fase de ambos com os Vingadores, que aborda os Vingadores Pré-Históricos e um conflito com Mefisto. “A história cresceu a partir das páginas da minha fase dos Vingadores, e foi ficando cada vez maior à medida que avançava. E quanto mais peças eu colocava no lugar para este mundo renascido, mais alegre e animado eu ficava. Este projeto realmente atiçou o fogo do meu amor por quadrinhos, de todas as maneiras certas", animou-se Aaron.

Heroes Reborn #1, de Jason Aaron e Ed McGuiness, chega às lojas em maio pela Marvel Comics.

Fonte: Canaltech

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