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Marvel Studios pode oferecer contratos que preveem estreias híbridas

Claudio Yuge
·3 minuto de leitura

Depois que a Warner Bros revelou recentemente que pretende lançar todos os seus filmes de 2021 simultaneamente nos cinemas e no HBO Max, o tema caiu como uma bomba no setor. Embora a Disney tenha distribuído Mulan dessa forma e a própria Warner tenha optado por debutar Mulher-Maravilha 1984 também dessa maneira, o mercado encarava esse modelo como um caso à parte por conta do ano atípico afetado pela pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2).

Assim, o após o anúncio da Warner, tanto as redes de cinema quanto estúdios, diretores, produtores e atores passaram a questionar esse modelo de distribuição, não somente porque ele aconteceu de surpresa, sem diálogo algum com a categoria, mas também porque isso afeta diretamente as finanças dos projetos. Muita gente recebe parte de seus pagamentos atrelados a uma fatia da receita com a bilheteria nas salas de exibição.

Segundo o The Wrap, para evitar um conflito com seus talentos e ainda contar com a possibilidade de lançamentos híbridos nos cinemas e no Disney+, a Marvel Studios estaria confeccionando novos formatos de contrato, que incluem essa flexibilidade no caso da pandemia de COVID-19 persistir e continuar mantendo o público longe das salas de exibição. Dessa forma, todas as partes que integram seus salários com a receita da bilheteria teriam uma compensação financeira.

Imagem: Reprodução/Pixabay
Imagem: Reprodução/Pixabay

Essa novidade passaria a valer apenas nos filmes que estão prestes a entrar em produção, como as sequências de Pantera Negra e Capitã Marvel, entre outros. Como as estreias híbridas podem ser encaradas como um modelo de negócios disruptivo, a iniciativa da Marvel Studios parece ser uma solução mais razoável em um cenário em que o setor encara adaptação ao “novo normal”.

Cinemas podem reduzir preço dos filmes da Warner

A maior rede de cinemas dos Estados Unidos, a AMC, chegou a apoiar a estreia híbrida de Mulher-Maravilha 1984, pois a Warner cedeu uma fatia maior de bilheteria. E nesse momento em que não há opções porque o isolamento continua, a AMC aceitou, já que desde o início do ano vem sofrendo com o cenário e chegou a anunciar o fechamento de salas e um enxugamento no quadro de funcionários.

Mas a mudança de cenário com a chegada de vacinas e o anúncio surpresa da Warner deixou as redes de cinema furiosas, especialmente porque não houve conversa sobre possíveis compensações ou estratégias para evitar redução drástica de bilheteria. Segundo o The Hollywood Reporter, a AMC e a Cinemark afirmaram que suas reservas de caixa estarão esgotadas em janeiro de 2021 — as ações da AMC e da Cinemark a cair 17% e 21%, respectivamente, após a revelação da Warner.

Imagem: Reprodução/Warner Bros
Imagem: Reprodução/Warner Bros

Alguns estúdios e associações de atores e diretores já ameaçam processar a Warner, enquanto muita gente já fala em boicote. A solução das AMC e Cinemark seria reduzir preços de ingressos dos filmes da Warner, para algo entre US$ 3 e US$ 5, e ficar com a maior parte dos lucros, repassando uma fatia menor para os estúdios, que ficariam então com algo em torno de 20% a 25%.

John Stankey, CEO da AT&T, empresa-mãe da WarnerMedia, defendeu o novo modelo e justificou a manobra com a pandemia COVID-19 dizendo: "Nós desencadeamos um novo normal na sociedade. Aquele cavalo saiu do celeiro. Não acho que nenhum de nós vai mudar essa dinâmica".

Fonte: Canaltech

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