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Marvel é acusada de exigir crunch entre artistas de efeitos visuais

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O Marvel Studios está sendo acusado de exigir longas jornadas de trabalho de seus técnicos em efeitos especiais. Embora relatos relacionados à prática de crunch por parte da empresa não sejam necessariamente novos, um relato inédito mostrou o quanto os bastidores do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU, na sigla em inglês) podem ser tóxicos para quem trabalha nele.

A mais recente polêmica vem do artista de efeitos visuais Dhruv Govil, que trabalhou em filmes como Guardiões da Galáxia e Homem-Aranha: De Volta ao Lar. Ele conta que a sua experiência com a Marvel foi tão ruim que isso o motivou a abandonar a carreira, principalmente após ver outros profissionais terem crises por causa do excesso de trabalho.

Ele classificou a Marvel como "um cliente horrível" justamente pela pressão praticada com os profissionais responsáveis pela pós-produção de seus filmes. Govil conta que esse é um problema crônico que acompanha o MCU desde o início e não uma exclusividade da mais recente gestão da Disney.

E, mais importante, a denúncia de Govil parece estar bem longe de ser um caso isolado. As críticas ao crunch adotado pelo estúdio a cada novo filme e série se tornaram mais recorrentes nos últimos tempos e até motivou a criação de um tópico no Reddit para concentrar relatos e desabafos de outros profissionais.

Em um desses relatos, um artista conta que o estúdio contratado pela Marvel pediu aos trabalhadores que eles fossem extremamente eficientes, já que o orçamento liberado era baixo — e que o projeto em questão era nada menos do que Vingadores: Ultimato, um filme que quebrou todos os recordes de bilheteria no mundo todo.

Outro usuário relata que, no primeiro Thor, foi pedido para que ele criasse uma sequência inteira do zero — com modelos e texturas — faltando apenas duas semanas para a entrega final do projeto e que, por isso, foram dias de pouco sono e alimentação ruim para dar conta do trabalho.

Essas queixas, inclusive, não se limitam apenas à prática de crunch, mas também aos valores pagos aos profissionais. No fórum, há relatos de que os artistas não recebem o equivalente à quantidade de trabalho que recebem e que, por isso, muitos preferiram buscar clientes menores em que essa relação de custo-benefício fosse mais vantajosa.

A Marvel não comentou as acusações.

Precarização sentida pelo público

O grande ponto é que essa alegada precarização do trabalho forçada pelo Marvel Studios e seus estúdios parceiros parece não estar afetando apenas quem trabalha nos bastidores, mas também o resultado final que chega ao público.

Uma das críticas mais frequentes à produções mais recentes do MCU, por exemplo, é a baixa qualidade dos efeitos especiais. Um dos episódios mais marcantes disso foi na batalha final de Pantera Negra, em que os modelos do herói (Chadwick Boseman) e de Killmonger (Michael B. Jordan) lutando foi tão mal feito que acabou se tornando piada na internet.

Mais recentemente, o primeiro trailer de Mulher-Hulk: Defensora de Heróis também foi alvo de muitas críticas por parte dos fãs por causa da baixa qualidade dos efeitos aplicados na personagem-título. A série chega ao Disney+ em agosto e, até agora, tudo o que se viu foram efeitos visuais bem abaixo do esperado para uma produção Marvel.

Mulher-Hulk nem chegou e já é alvo de críticas por causa da baixa qualidade dos efeitos visuais (Imagem: DIvulgação/Marvel Studios)
Mulher-Hulk nem chegou e já é alvo de críticas por causa da baixa qualidade dos efeitos visuais (Imagem: DIvulgação/Marvel Studios)

E o que os profissionais apontam é que essa queda na qualidade é resultado dessa precarização do trabalho. Com prazos cada vez mais curtos e com as exigências crescendo constantemente, o resultado final acaba sendo comprometido e é isso que faz com que tenhamos sequências com baixo polimento.

Fonte: Canaltech

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