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Martinelli vê 'ansiedade natural' por Libertadores e cita gratidão a Odair e Marcão no Fluminense

Luiza Sá
·6 minuto de leitura


"O Martinelli parece que tem 30 anos, tamanha personalidade e leitura de jogo", descreveu o técnico Marcão após mais uma segura atuação do volante no Campeonato Brasileiro. Foi assim que o jogador conquistou o coração da torcida do Fluminense em menos de dois meses. Criado em Xerém, o jovem de 19 anos já era uma sensação na base e acabou ficando no "fim da fila" de sua talentosa geração, mas rapidamente se firmou no time titular do Tricolor quando ganhou oportunidades. Agora, ele se prepara para sua primeira disputa de Libertadores e, em entrevista ao LANCE!, celebrou a chance.

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- A realização de um sonho. Muito feliz em ter ajudado o Fluminense, clube que acreditou em mim, a voltar a uma Libertadores depois de muitos anos. Claro que existe uma ansiedade por jogar a competição, mas algo natural. Acredito que até os jogadores acostumados sentem ansiedade quando vão para a Libertadores. Quando a vaga foi confirmada, o sentimento foi que todo o esforço, empenho, companheirismo do elenco e trabalho valeram a pena - afirmou o jogador.

O Fluminense garantiu a classificação direto para a fase de grupos após a conquista da Copa do Brasil pelo Palmeiras. O sorteio das chaves será apenas no início de abril e a estreia está marcada entre os dias 20 e 22 de abril.

VEJA A TABELA DO CAMPEONATO CARIOCA

No penúltimo jogo da temporada passada, Martinelli sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo que preocupou o Fluminense. Não só para a última partida, mas também para a sequência na Libertadores, pois houve suspeita de fratura no primeiro momento. Contrariando as previsões, o volante voltou quatro dias depois e foi titular na vitória sobre o Fortaleza, no Maracanã. Motivo de surpresa e intensa comemoração dos torcedores.

- Muita dedicação e foco. Quando eu tenho uma meta não meço esforços para sempre estar em campo. Foi uma pancada forte, que deixou meu tornozelo bem dolorido. Foram dois, três dias de tratamento intensivo, muitas horas fazendo um esforço para jogar. Graças a Deus deu efeito. Mas não fiz sozinho. Todo o departamento de futebol e médico do Fluminense foram fundamentais nessa recuperação rápida. Claro que ainda senti uma dor, mas nada que impedisse algum movimento que fosse prejudicar minha performance - disse.

ROGER E MARCÃO

Martinelli chegou para acabar de vez com a saudade que boa parte da torcida sentia de Dodi. A afirmação relâmpago fez com que o time voltasse a encaixar. Para se ter ideia, a estreia do jogador como profissional foi no dia 30 de novembro de 2020. De lá para cá, 13 partidas, sendo 11 como titular, e três gols marcados. Assim, a oportunidade demorou a aparecer, mas veio com Marcão, que já o acompanhava no Sub-23 e logo apostou no talento do atleta.

- Acho que tudo faz parte de um processo. O Odair é um cara que sou muito grato. Me puxou para o time de cima de forma definitiva. Me orientou bastante. Aconteceu da oportunidade chegar com o Marcão, que estava inserido no trabalho do Odair. Foi uma continuidade. E o Marcão é um cara que sabe da minha posição e do Fluminense. Então foi bem bacana e sou grato a ambos - avisou o jogador.

Agora, Martinelli e o elenco profissional do Fluminense terão a oportunidade de trabalhar com Roger Machado, anunciado pouco antes do fim do Brasileirão. O volante se mostrou empolgado com a possibilidade de ser comandado pelo treinador, com quem vem trabalhando desde a última terça-feira, no CT Carlos Castilho.

- O Roger é um cara muito querido e respeitado no futebol. Fiquei muito feliz e estou bastante ansioso em poder trabalhar com ele. É um cara vitorioso, com história no Fluminense. Creio que ele vai dar sequência aos ótimos trabalhos que o Odair e o Marcão desenvolveram conosco nessa última temporada.

Marcão e Roger Fluminense
Marcão e Roger Fluminense

Marcão e Roger no CT (Foto: Mailson Santana / Fluminense FC)

Falando em processo, o time de Aspirantes fez parte da caminhada do jogador para se firmar no time profissional. A equipe, montada a partir do projeto do diretor executivo de futebol, Paulo Angioni, tem como intuito ajudar na transição dos jovens entre o Sub-20 e o profissional. Lá, Martinelli atuou por oito partidas no Brasileirão, sendo titular em todas na equipe que chegou à semifinal em seu ano de estreia.

- Vejo como fundamental ter um meio termo entre o time profissional e o sub-20. Justamente para você recuperar um jogador que não está tendo espaço no time de cima, como você também criar um degrau a mais para o garoto que está no sub-20 se adaptar melhor antes de chegar no profissional - concluiu.

VEJA OUTRAS RESPOSTAS:

A torcida gosta muito de você. Como avalia seu momento pessoal nessa temporada?

- O carinho do torcedor é o combustível para qualquer jogador entrar com gás total nas partidas. Sempre tive os pés no chão e trabalhei muito duro para estar onde cheguei. Tive ajuda de técnicos, companheiros de equipe, do clube e da minha família. Fico muito feliz em terminar bem a temporada, dentro do elenco, mas ciente que ainda preciso evoluir muito e seguir focado para continuar com esse bom momento.

O que tem de diferente na formação em Xerém que faz com que tantos atletas bons sejam formados?

- Acho que o Fluminense já tem uma fórmula de sucesso na base há bastante tempo. Isso faz com que essa referência leve os jovens jogadores a procurarem as peneiras de clubes, ou mesmo que o próprio Fluminense consiga trazer bons valores. O clube se preocupa muito com a base e isso faz toda a diferença no momento de desenvolver os jogadores. Eles chegam mais preparados no time profissional. Vejo desta maneira o sucesso.

Vocês vão ter menos tempo entre uma temporada e outra. O fato de já voltar a jogar tão rápido é mais positivo ou negativo? Acha que isso pode acarretar em lesões ao longo do ano?

- Se me deixarem jogo todos os dias (risos). Mas sabemos que por conta da pandemia o tempo de descanso não será como o habitual. Mas temos um grande elenco, uma grande comissão técnica que, junto com o departamento médico, vai saber administrar bem essa questão física de cada atleta.

Como decidiu jogar futebol? Atuava de volante desde criança?

- Sempre fui apaixonado por futebol. Desde pequeno frequentei as escolinhas da minha cidade e tinha o sonho de chegar a um clube grande um dia. E sempre atuei de volante ou meia.

Luiz Henrique e Martinelli - Bahia x Fluminense
Luiz Henrique e Martinelli - Bahia x Fluminense

Martinelli e Luiz Henrique (Foto: Mailson Santana/Fluminense FC)

Martinelli, assim como boa parte do elenco principal do Fluminense, está de férias até a próxima segunda-feira, dia 15. O grupo se reapresenta para iniciar a preparação para o Campeonato Carioca, que vem sendo disputado por jogadores mais jovens e atletas sem espaço do profissional. A estreia na Libertadores será apenas em abril.