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Martin Baron, editor-chefe do Washington Post e lenda do jornalismo, se aposenta

·1 minuto de leitura
Marty Baron em Atlanta em novembro de 2019

O editor-chefe do Washington Post, Martin Baron, famoso por seu papel na descoberta do escândalo envolvendo abusos sexuais dentro da Igreja Católica em Boston, anunciou nesta terça-feira (26) que se aposentará em fevereiro.

Baron, de 66 anos, da Flórida, estava à frente da redação do Post desde 2013, após 11 anos como editor-chefe do The Boston Globe. Sob sua liderança, o Washington Post recebeu 10 Pulitzer, o prêmio de maior prestígio do jornalismo americano.

Martin Baron, mais conhecido como Marty, soube se adaptar após a compra do jornal pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos, fato que marcou o início de uma nova era para o respeitado jornal da capital federal.

Baron começou sua carreira no Miami Herald em 1976, e sempre deu grande importância ao jornalismo investigativo.

O filme "Spotlight - Segredos Revelados", baseado na investigação realizada por uma equipe de jornalistas do Boston Globe sobre casos de abuso sexual dentro da Igreja Católica local, o catapultou para a fama.

Interpretado pelo ator Liev Schreiber, Baron é apresentado pelo filme como um editor-chefe de intuição incomum e integridade exemplar, que deu carta branca a sua redação para realizar um trabalho que rendeu um Pulitzer em 2003.

Com Baron, o Washington Post experimentou "um renascimento", disse Fred Ryan, diretor de publicação do Post, citado pelo jornal nesta terça.

Sob a direção de Baron e com o impulso de Bezos, o jornal sempre associado às revelações do escândalo Watergate acelerou sua entrada no mundo digital e se diversificou significativamente.

Durante os oito anos de Baron no comando do Post, o número de jornalistas quase dobrou: foi de 580 para mais de mil hoje.

No total, as redações lideradas por Baron ganharam 17 prêmios Pulitzer.

tu/lbc/rs/ic/mvv