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Marte pode ter tido centenas de antigos lagos que ainda não foram detectados

Enquanto diferentes missões examinaram a superfície de Marte, o planeta pode conter centenas de antigos lagos já secos, mas que ainda não foram detectados. O alerta vem de um estudo liderado por Joseph Michalski, professor associado de ciências da Terra na Universidade de Hong Kong, que ressalta que pode valer a pena estudá-los para buscar possíveis sinais de vida em Marte — contanto que sejam selecionados cuidadosamente.

O autor observa que os antigos lagos marcianos têm algumas características interessantes. Como Marte tem gravidade com apenas 40% da força da terrestre, os sedimentos dos lagos estariam espalhados sem vegetação para mantê-los juntos. Com a menor gravidade, os lagos ficariam com água turvas por longos períodos.

“Nós temos a tendência de pensar nos lagos em Marte como hiper salgados, como playas nos desertos, mas os dados não apoiam esta visão e eles eram, provavelmente, de água doce”, disse. As playas mencionadas por ele são áreas secas e planas encontradas na parte mais baixa de bacias desérticas, onde lagos temporários se formam em períodos de maior umidade.

Representação da cratera Jezero, e Marte, que já contou com um lago em seu inteiror (Imagem: Reprodução/NASA)
Representação da cratera Jezero, e Marte, que já contou com um lago em seu inteiror (Imagem: Reprodução/NASA)

Michalski explica que, em comparação com os dados da Terra, Marte tem cerca de 500 antigos lagos conhecidos; entretanto, 70% daqueles que devem existir no planeta ainda não foram encontrados. “Em outras palavras, ainda não detectamos os pequenos lagos em Marte”, disse. Para encontrá-los, talvez os cientistas precisem se separar do que sabem sobre os processos de formação dos lagos na Terra.

A maior parte dos lagos do nosso planeta ocorre em latitudes relativamente altas, onde o gelo pode ser formado facilmente. Entretanto, ainda não foram encontrados muitos lagos em Marte com essas características. “Se vamos investir em explorar os lagos marcianos em busca de vida, faz sentido pensar profundamente em quais deles e por quê — e não há garantia de sucesso”, destacou o autor.

Caso você esteja se perguntando se os lagos “escondidos” podem ter alguma relação com possíveis formas de vida em Marte, vale manter a cautela. O autor ressalta que, embora a água seja essencial para a vida como conhecemos, cada um dos lagos individuais deve ter sido formado durante o Período Noachiano de Marte, o qual durou 400 milhões de anos, e que os lagos podem ter sobrevivido por períodos de até 100 mil anos.

“Eles representam uma pequena fração daquele período, e podem não ter fortes implicações para a vida [em Marte”, ressaltou. Os lagos podem ter existido em um período em que o Sol era tinha brilho mais fraco, parecem turvos e, ainda, Marte fica mais longe do Sol do que a Terra. Estes fatores sugerem que eles teriam absorvido apenas 30% da energia que os lagos terrestres recebem, ou seja, não está claro o quão hospitaleiros seriam para formas de vida capazes de realizar fotossíntese.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature Astronomy.

Fonte: Canaltech

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