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Marte pode ter passado por ciclos alternando umidade e seca até ficar árido

Danielle Cassita
·3 minuto de leitura

Enquanto grande parte da atenção está voltada para o rover Perseverance e as descobertas que sua missão irá trazer, o rover Curiosity segue explorando a base do Monte Sharp, em Marte, avançando também em descobertas — tanto que a mais recente delas envolve o mistério da água no Planeta Vermelho. Segundo um novo estudo feito a partir das observações de um dos instrumentos do Curiosity, nosso vizinho passou por eras cíclicas de seca e umidade, até que perdeu completamente sua água há cerca de 3 bilhões de anos.

Lançado em 2011, o rover Curiosity já chegou aos 8 anos de exploração em Marte, estudando a presença de água e fontes de energia que podem ter sido usadas para o surgimento da vida. Roger Wiens, co-autor do novo estudo, explica que um dos objetivos primários da missão do rover é investigar a transição do ambiente habitável do passado marciano para o clima frio e seco que o planeta tem hoje: "essas camadas de rocha registraram detalhadamente essas mudanças", diz.

Wiens também é membro da equipe do instrumento ChemCam, que emite um raio laser capaz de aquecer fragmentos de rochas a cerca de 10 mil ºC, vaporizando-os. Depois, o plasma resultado deste processo é analisado pelos cientistas, para verificarem a composição química e mineral das rochas e descobrir informações importantes sobre o histórico geológico do planeta. O instrumento, que fica no mastro do rover, também possui uma câmera.

Indicação do instrumento ChemCam (Imagem: Reprodução/NASA)
Indicação do instrumento ChemCam (Imagem: Reprodução/NASA)

Com a câmera de longo alcance no ChemCam, usada para observações detalhadas do terreno de Mount Sharp, a equipe de pesquisadores descobriu que o clima marciano se alternava entre períodos úmidos e secos, até que ficou completamente sem umidade. Enquanto as sondas na órbita de Marte já tinham trazido indicações sobre a composição mineral das formações do Monte Sharp, o instrumento ChemCam produziu observações mais detalhadas dos leitos sedimentares da superfície do planeta, que revelam informações sobre condições de formação deles.

O Monte Sharp, uma formação de 5.500 m de altura, fica no centro da Cratera Gale. Assim, enquanto o explora, o Curiosity encontrou algumas mudanças bastante significativas nos leitos de sedimentos. Acima dos depósitos de argila na base do monte, existem camadas de areia com algumas estruturas que indicam que elas se formaram a partir de dunas esculpidas pelo vento, o que sinaliza longos períodos climáticos de seca. Depois, em áreas mais altas, existem algumas formações mais resistentes e finas, que indicam a ocorrência de depósitos de sedimentos que foram transportados por rios, marcando o retorno de condições úmidas.

Detalhe dos diferentes terrenos no Monte Sharp, com as estruturas sedimentares (nas indicações A e B) que revelam psitas sobre os ambientes em que se formaram (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS/CNES/CNRS/LANL/IRAP/IAS/LPGN)
Detalhe dos diferentes terrenos no Monte Sharp, com as estruturas sedimentares (nas indicações A e B) que revelam psitas sobre os ambientes em que se formaram (Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech/MSSS/CNES/CNRS/LANL/IRAP/IAS/LPGN)

Essas mudanças observadas no terreno mostram que o clima de Marte passou por algumas flutuações acentuadas entre períodos de seca e umidade, até que chegou o momento de as condições áridas assumirem o lugar e seguirem presentes até hoje. Agora que está em sua missão estendida, o Curiosity deverá continuar se aventurando pelo Monte Sharp para perfurar rochas e estudá-las, revelando mais informações sobre o passado do planeta.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Geology.

Fonte: Canaltech

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