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Marte pode ser pequeno demais para reter água líquida, indica estudo

·2 minuto de leitura

Graças a observações de orbitadores e também exploradores robóticos na superfície, como os rovers Curiosity e Perseverance, já sabemos que a água líquida correu pela superfície de Marte em um passado distante. Contudo, isso mudou há cerca de 3,5 bilhões de anos, quando o Planeta Vermelho perdeu seu campo magnético que ajudava a reter a água. Agora, um novo estudo, liderado por Zhen Tian, da Washington University, sugere que nosso vizinho talvez seja pequeno demais para manter grandes quantidades de água em sua superfície.

Vários estudos de sensoriamento remoto e análises dos meteoritos de Marte conduzidos anteriormente indicam que o planeta já foi rico em água, e isso foi reforçado por evidências mais recentes. Contudo, o que vemos hoje é um planeta seco e árido. Kun Wang, professor assistente e um dos autores do estudo, explica que o destino de Marte estava decidido desde o início. "Provavelmente há um limite nos requisitos de tamanho dos planetas rochosos para reter água suficiente para permitir a habitabilidade e placas tectônicas”, disse ele — e talvez esse limite seja maior que Marte é.

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Para o estudo, a equipe analisou 20 meteoritos de Marte, selecionados por representarem o principal da composição do planeta. A ideia era medir a abundância de isótopos de potássio variados nas rochas, porque este funciona como um "rastreador" para elementos e compostos mais voláteis, como a água. Eles descobriram que Marte perdeu muito mais voláteis durante a sua formação do que a Terra, mas, por outro lado, o planeta reteve esses compostos com mais eficiência que a Lua e até o asteroide Vesta, corpos menores e mais secos que Marte.

Assim, eles perceberam haver uma relação entre o tamanho do corpo e a composição isotópica. Katharina Lodders, professora e co-autora do estudo, diz que a descoberta da correlação entre a composição isotópica com a gravidade do planeta é uma descoberta nova, com implicações quantitativas importantes para quando e como os planetas diferenciados (ou seja, aqueles cujo interior é separado em camadas, como crosta, manto e núcleo) receberam e perderam seus voláteis.

Na prática, isso traz grandes implicações que vão além do Sistema Solar, e se estendem também para a busca de vida em outros planetas. Por isso, dimensões menores têm relação com a habitabilidade: esses planetas perdem grandes quantidades de água durante a formação, e seus campos magnéticos deixaram de existir relativamente cedo, o que reduz a espessura da atmosfera. Além disso, os autores acreditam que esse estudo pode trazer implicações para a busca de exoplanetas habitáveis em outros sistemas estelares.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academies of Sciences.

Fonte: Canaltech

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