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Marqueteiro de Russomanno sobre censura ao Datafolha: 'Melhor tiro no pé do que no peito'

Redação Notícias
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Candidato à Prefeitura de São Paulo usou justificativa de “mãe de leite”, amigos e ex-namorada negra para desqualificar debate sobre racismo ao ser questionado sobre crítica à campanha sobre a Consciência Negra. Foto: Douglas Gomes
A Justiça Eleitoral acatou pedido da coligação de Russomanno e vetou a publicação de pesquisa do Datafolha. (Foto: Douglas Gomes)

O marqueteiro responsável pela campanha de Celso Russomanno (Republicanos) à Prefeitura de São Paulo classificou como acertada a decisão de buscar na Justiça a censura da publicação de pesquisa do Datafolha.

“Melhor um tiro no pé do que um tiro no peito”, teria dito Elsinho Mouco à jornalista Natuza Nery, comentarista da Globo News, ao ser questionado se o impedimento da divulgação da pesquisa não surtisse o efeito contrário, atraindo mais atenção ao levantamento.

A referência de “tiro no peito” usada por Mouco seria a respeito do derretimento concreto de Russomanno nas pesquisas, que soma consequentes perdas de pontos nos índices de intenção de voto.

Nesta terça (10), a Justiça Eleitoral acatou pedido da coligação de Russomanno e vetou a publicação de pesquisa do Datafolha, feita pela Folha em parceria com a TV Globo.

O Datafolha irá recorrer da decisão liminar.

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Segundo a decisão, que tem caráter provisório, “ao que parece a pesquisa eleitoral ora impugnada está em desacordo com a legislação e a jurisprudência eleitoral”.

O juiz eleitoral Marco Antonio Martin Vargas indicou aspectos que não estariam em conformidade com a lei, como a ausência de ponderação dos entrevistados quanto ao nível econômico, irregular fusão de estratos quanto ao grau de instrução dos entrevistados e simulação tendenciosa de segundo turno diante da ausência de simulações sem a presença do candidato à reeleição Bruno Covas.

RUSSOMANNO EM QUEDA

No terceiro Datafolha publicado, divulgado no último dia 5, o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), seguia na liderança. Junto dele, vinha um bloco pela segunda colocação constituído por Celso Russomanno (Republicanos), Guilherme Boulos (PSOL) e Márcio França (PSB), tecnicamente empatados no limite da margem de erro.

Confira os percentuais de intenção de voto:

  • Bruno Covas (PSDB): 28%

  • Celso Russomanno (Republicanos): 16%

  • Guilherme Boulos (PSOL): 14%

  • Márcio França (PSB): 13%

  • Jilmar Tatto (PT): 6%

  • Arthur do Val - Mamãe Falei (Patriota): 4%

  • Andrea Matarazzo (PSD): 3%

  • Joice Hasselmann (PSL): 3%

  • Levy Fidelix (PRTB): 1%

  • Marina Helou (Rede): 1%

  • Orlando Silva (PCdoB): 1%

  • Nenhum/branco/nulo: 9%

  • Não sabe: 3%

Antônio Carlos Silva (PCO) e Vera Lúcia (PSTU) tiveram menos de 1%.

Em relação ao levantamento publicado no dia 22 de outubro, Covas cresceu cinco pontos percentuais, indo de 23% para 28%. Russomanno seguiu a tendência de queda e perdeu quatro pontos percentuais, saindo de 20% e indo para 16%.