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Marks, da Oaktree, busca ‘joias ocultas’ em meio a juros baixos

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Howard Marks, co-fundador da gestora Oaktree Capital Management LLC, diz que está procurando “joias ocultas” em um mundo de baixos retornos e cheio de compradores.

“Desde que o Fed, o Tesouro e os bancos centrais mundiais resgataram a economia global” da crise decorrente do Covid, e o Fed injetou trilhões de dólares nos mercados, os investidores se tornaram “compradores forçados”, disse Marks, em uma entrevista por vídeo na tarde de quarta-feira. Com isso, a busca por barganhas se transformou em uma atividade “muito desafiadora”, disse ele.

A Oaktree é uma das maiores gestoras de fundos de dívidas inadimplentes, com cerca de US$ 37 bilhões investidos em crédito e capital de empresas com dificuldades financeiras. A empresa com sede em Los Angeles, nos Estados Unidos, ganhou muito dinheiro e prestígio durante crises econômicas, quando títulos de empresas de maior risco de crédito apresentavam altos retornos.

Hoje, a Oaktree está tentando encontrar “joias ocultas” em “situações complexas” nos mercados privados de capital e dívida e fora dos Estados Unidos, em lugares como Índia, China, Europa, América Latina e mercados emergentes, disse Marks.

O fundo de US$ 15 bilhões levantado no ano passado “não terá um retorno alto comparável aos retornos que obtivemos nas três crises anteriores”, disse ele.

“O mundo inteiro está neste ambiente de baixo retorno e a questão é como você se comporta em um ambiente de baixo retorno e a resposta é que não há uma resposta fácil”, disse ele.

Na América Latina, a Oaktree era um dos credores da produtora de petróleo argentina YPF SA em uma reestruturação de dívida no início deste ano. A gestora ofereceu um financiamento de US$ 1,3 bilhão no ano passado para a Latam Airlines Group, com sede no Chile, que entrou com um pedido de recuperação judicial, o chamado Chapter 11, nos EUA em maio de 2020.

Famoso por seus memorandos para investidores, Marks deve falar em um evento online na quinta-feira organizado pela maior corretora brasileira, a XP Inc., que está distribuindo fundos da Oaktree para investidores brasileiros.

“O investimento em dívidas inadimplentes aproveita as dificuldades que algumas empresas têm para financiar suas operações em tempos difíceis, e o fato de que em tempos difíceis as pessoas ficam muito preocupadas e se recusam a disponibilizar financiamento”, disse ele, acrescentando que “isso não é uma muito boa descrição do que está acontecendo hoje.”

A Oaktree nos últimos 12 meses investiu no que ele chamou de “financiamento de resgate”, ou empréstimos para empresas que não estão em recuperação judicial ou inadimplentes, mas “precisam de dinheiro rápido ou confidencialidade” que os mercados não podem oferecer, disse Marks.

Ele disse ver oportunidades em setores como companhias aéreas, hotéis, resorts, cinemas, eventos esportivos e shows. “Todos esses são os tipos de setores com os quais as pessoas estão preocupadas e a preocupação se transforma em preços mais baixos”, disse ele.

A Oaktree evita investir em dívidas de governos federais, cidades ou estados, porque as empresas têm ativos que podem ser mais facilmente tomados pelos credores em caso de inadimplência, disse ele.

Em março de 2019, a Brookfield Asset Management adquiriu 62% da Oaktree. Marks e outros sócios possuem 38% da empresa e têm controle total das operações do dia a dia.

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©2021 Bloomberg L.P.

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