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Mario Frias ataca uso de Lei Aldir Blanc em projeto de temática LGBTQI+

·2 minuto de leitura

Em postagem em suas redes sociais, Mario Frias questionou o uso de recursos da Lei Aldir Blanc no projeto "Criança Viada Show", um podcast com uma série de cinco entrevistas com artistas LGBTQI+ do teatro, da dança e das artes visuais. O projeto seria lançado neste sábado com a live "Roda Bixa", na qual os convidados do podcast entrevistariam o idealizador do projeto, o ator, diretor e produtor teatral catarinense Daniel Olivetto.

Frias postou a arte da live e comentou:"É lamentável que os recursos, repassados devido a imposição da Lei Aldir Blanc, sejam usados para fins políticos/ideológicos, e não para seu real motivo, o financiamento da cultura". O secretário afirmou que a lei não o permite "controlar os editais lançados pelos estados e municípios", mas que, na sua opinião, "há um claro desvio de objeto, e a aplicação do recurso com conteúdo que não tem a ver com as manifestações culturais".

"Roda bixa, roda hétero ou roda alienígena não tem relação com os aspectos e manifestações da nossa cultura. Verificarei mais a fundo essa questão, para ver como será juridicamente possível garantir que os recursos da cultura não sejam aplicados para outros fins", concluiu Frias.

Antes de chegar às redes sociais do secretário, a polêmica sobre a live já havia tomado conta de Itajaí, cidade de Daniel Olivetto e pela qual acessou os recursos da LAB para a realização do podcast, que foi desenvolvido a partir do projeto Ações para Existir, uma ação interdisciplinar iniciada em 2019, com imersões artísticas e rodas de conversas para debater o lugar do corpo gay num período de ataques às minorias. Por solicitação da prefeitura, a live deixará de ser feita amanhã.

— Me considero censurado. Duarante todo o dia, fomos atacados por pessoas que compartilharam a arte da live sem sequer querer saber do que se trata. Optamos por não fazer a live neste sábado, mesmo sabendo que teríamos garantias jurídicas para isso — conta Olivetto. — Fizemos um projeto de R$ 10 mil na Aldir Blanc para remunerar uma equipe de 12 pessoas, muito mais por acreditarmos nesse espaço de resistência do que para ter qualquer resultado financeiro.