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Marinha dos EUA não vai divulgar mais vídeos de OVNIs por questões de segurança

A Marinha dos Estados Unidos admite ter vídeos confidenciais de objetos voadores não identificados (OVNIs) jamais vistos pelo público, mas não irá publicá-los porque podem causar problemas à segurança do país. É o que afirmou Gregory Cason, vice-diretor do escritório da Lei de Acesso à Informação (FOIA) da Marinha, em um comunicado resposta à uma solicitação à lei.

A solicitação veio do The Black Vault, um portal voltado para a transparência do governo dos Estados Unidos. Eles fizeram o pedido por meio da lei em abril de 2020 e, após dois anos, o governo dos Estados Unidos respondeu com uma carta. O documento oficial confirma a existência de outros vídeos, mas negou a publicação deles em função dos riscos à segurança nacional.

Objeto voador não identificado registrado em um vídeo da Marinha (Imagem: Reprodução/New York Times/U.S. Department of Defense)
Objeto voador não identificado registrado em um vídeo da Marinha (Imagem: Reprodução/New York Times/U.S. Department of Defense)

Segundo a carta, a publicação do material vai prejudicar a segurança dos Estados Unidos, porque pode trazer informações importantes a adversários sobre as operações, vulnerabilidades e recursos do Departamento de Defesa e da Marinha. “Nenhuma parte dos vídeos pode ser separada para publicação”, disse Cason.

O The Black Vault enviou o pedido cerca de um dia após a Marinha revelar três vídeos gravados por oficiais militares, que parecem mostrar aeronaves se movendo de formas impossíveis para as tecnologias atuais. Segundo Cason, a Marinha revelou estes vídeos apenas porque eles já haviam sido vazados e, consequentemente, “foram discutidos extensivamente no domínio público”.

Como já havia várias informações circulando publicamente sobre os ocorridos, eles poderiam ser publicados sem novos danos à segurança nacional. Mas, no caso dos materiais solicitados, a Força Tarefa dos Fenômenos Aéreos Não Identificados (“UAP”, termo mais adotado por oficiais do governo) concluiu que contêm informações sensíveis sobre os UAP, de modo que são considerados confidenciais.

Um relatório publicado pelo Pentágono no ano passado revelou que os pilotos da Marinha estadunidense observaram mais de 140 UAPs desde 2004. Vale lembrar, no entanto, que a preocupação com a origem e identificação destes objetos não se deve exatamente à possibilidade de se tratarem de possíveis seres extraterrestres, mas sim de serem tecnologias de nações rivais dos Estados Unidos.

Fonte: Canaltech

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