Mercado fechado
  • BOVESPA

    121.800,79
    -3.874,21 (-3,08%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.868,32
    -766,28 (-1,48%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,81
    -0,14 (-0,19%)
     
  • OURO

    1.812,50
    -0,10 (-0,01%)
     
  • BTC-USD

    41.398,29
    +158,76 (+0,38%)
     
  • CMC Crypto 200

    955,03
    +5,13 (+0,54%)
     
  • S&P500

    4.395,26
    -23,89 (-0,54%)
     
  • DOW JONES

    34.935,47
    -149,03 (-0,42%)
     
  • FTSE

    7.032,30
    -46,12 (-0,65%)
     
  • HANG SENG

    25.961,03
    -354,27 (-1,35%)
     
  • NIKKEI

    27.283,59
    -498,81 (-1,80%)
     
  • NASDAQ

    14.966,50
    +10,75 (+0,07%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1880
    +0,1475 (+2,44%)
     

Marina Silva sobre demissão de Ricardo Salles: 'Sai o operador, fica o mandante'

·2 minuto de leitura
Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
  • Criticado mundialmente, Salles pediu demissão do cargo de Ministro do Meio Ambiente

  • Gestão ficou marcada por aumento vertiginoso da devastação da Amazônia

  • Novo ministro deve dar continuidade às ações de Salles

O ministro Salles foi abatido pelos crimes que cometeu contra o meio ambiente e a administração pública em sua vergonhosa e trágica gestão no Ministério do Meio Ambiente, mesmo apresentando uma versão pública para a saída em que busca esconder essa ululante verdade. A decisão de deixar o cargo antes de ser preso é uma tentativa vã de driblar a iminente condenação a que faz juz, dado o robusto conjunto de provas em posse da Justiça contra ele.

Lamentavelmente, essa saída não muda em nada os rumos dos descalabros que vinham sendo feitos na política ambiental do país. Essa constatação é também por demais óbvia. Salles era apenas um operador escalado para fazer acabar com a governança ambiental, mas o mandante tem nome e sobrenome: Jair Messias Bolsonaro.

Leia também:

Na contabilidade macabra dos feitos de Salles, celebrados por Bolsonaro, está o aumento vertiginoso da devastação da Amazônia e da violência contra as populações tradicionais, especialmente os povos indígenas, motivados por seu apoio explícito aos grupos que atacam as florestas, invadem terras públicas e violam os direitos humanos, bem como pela paralisação das fiscalizações do Ibama e do ICMBio, que se verifica desde 2019.

Bolsonaro quer que a Amazônia seja ocupada e explorada sem nenhum tipo de controle, regras ou fiscalização e sem nenhum tipo de respeito aos povos originários que ali vivem há séculos. Por isso, não importa quem é o novo operador escolhido. A meta de Bolsonaro é trocar seis por meia dúzia, como fez na Saúde, com Pazuello e Queiroga.

Ao novo ministro, não nos enganemos, será dada a mesma missão: dar suporte técnico e político para a base do governo no Congresso continuar a devastação das leis ambientais e operar a atração maciça do capital predatório para a Amazônia, para ampliar o desmatamento generalizado em toda a região, instalar uma situação de genocídio dos povos indígenas, insuflar os conflitos sociais e instalar a cultura das milícias, como ocorre em extensas áreas do Rio de Janeiro e em outras cidades.

Lamentavelmente, esse plano hediondo continuará sendo tocado a pleno vapor, como bem evidencia o poderoso lobby que sustenta a iminente aprovação do inconstitucional PL 490, que pretende acabar com os direitos dos povos indígenas. Sai um operador, fica o mandante.

*Marina Silva foi ministra do Meio Ambiente de 2003 a 2008

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos