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Marina rebate Ramos e deputados veem ameaça de golpe militar

Isadora Peron

Ministro negou possibilidade de golpe, mas disse que o “outro lado” não pode “esticar a corda” A ex-senadora Marina Silva (Rede) questionou nesta sexta-feira o que ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, quis dizer com a afirmação de que o "outro lado" não pode "esticar a corda", enquanto deputados de oposição viram uma ameaça de um golpe militar.

Ruy Baron/Valor

"Objetivamente quem está esticando a corda é o próprio governo. A lista de exemplos é extensa. Nesse momento a mais grave é o crime de responsabilidade sanitária, mas não faltam casos de ameaça às instituições da República e à Constituição", escreveu em sua conta no Twitter.

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Em entrevista à edição desta semana da revista Veja, o ministro disse ser "ultrajante e ofensivo" dizer que as Forças Armadas darão um golpe militar no país, mas ressaltou que o "outro lado" não pode "esticar a corda".

"É ultrajante e ofensivo dizer que as Forças Armadas, em particular o Exército, vão dar golpe, que as Forças Armadas vão quebrar o regime democrático. O próprio presidente nunca pregou o golpe. Agora, o outro lado tem de entender também o seguinte: não estica a corda", afirmou.

Para o líder do PSB na Câmara dos Deputados, Alessandro Molon (RJ), Ramos diz que não haverá golpe militar, mas condiciona isso “a calar a oposição”. “Faz uma ameaça caso Bolsonaro não tenha carta branca para continuar rasgando a Constituição”, acusou, também pelo Twitter.

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O líder da minoria, deputado André Figueiredo (PDT-CE), afirmou que a oposição esticará a corda "o quanto for necessário pra barrar todas as atrocidades deste desgoverno incompetente e genocida" e voltou a defender o impeachment de Bolsonaro.