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Marina Peixoto revela perrengue com burocracia para criar o Mover

Marina Peixoto, diretora executiva do Mover (Movimento pela Equidade Racial), não esquece o perrengue que enfrentou quando estava no processo de criação do instituto. “Ninguém tinha ideia da quantidade de burocracia que a gente ia ter que enfrentar”, afirma.

A executiva revela que a quantidade de documentos para assinar era absurda. “Eu tinha aquela assinatura eletrônica e eu extrapolei o limite da minha conta”, diz. Ela conta que trabalhava até altas horas da madrugada para dar conta de tudo. “Uma coisa é você abrir uma empresa sozinha, que já é um desafio, outra coisa é empreender com 47 sócios”, explica.

De acordo com estudo feito pela FIRJAN mais de 70% dos brasileiros sonham em empreender. Porém, a burocracia é um dos maiores desestimuladores para quem decide ter o próprio negócio no país. A quantidade de formulários, documentos para CNPJ, CNAE, comprovantes, certificados entre muitos outros tornam o processo para abrir uma empresa complicado e lento.

Burocracia foram alguns entraves para o início da Mover
Burocracia foram alguns entraves para o início da Mover

Dados de uma pesquisa realizada pelo Banco Mundial mostram o Brasil na 124º posição do ranking Doing Business, ranking que mensura o nível de facilidade de se realizar negócios nos países.

“Queremos chegar até 2030 com 10 mil lideranças negras”, afirma diretora do Mover

O Mover (Movimento pela Equidade Racial) foi criado há um ano e meio com o propósito de aumentar a participação de profissionais negros no mercado de trabalho. Entre os principais objetivos do instituto está chegar a 10 mil lideranças negras em empresas brasileiras até 2030. “A gente conversou com muitos stakeholders do movimento negro para fundamentarmos nossos pilares e objetivos”, explica Marina Peixoto, diretora executiva do Mover.

A iniciativa é muito bem-vinda. Entre as 500 maiores empresas do Brasil menos de 5% dos cargos de liderança são preenchidos por pessoas negras. Os dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Ethos. Já um estudo feito pelo Indeed em parceria com o Instituto Guetto aponta que 84% dos profissionais negros não têm plano de carreira nas companhias em que trabalham.