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'Marighella' vaza e produtor Fernando Meirelles fala em roubo ao atacar pirataria

·3 minuto de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL 30.10.2019 - Fernando Meirelles (cineasta). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, BRASIL 30.10.2019 - Fernando Meirelles (cineasta). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de uma semana após estrear em salas e no streaming nos Estados Unidos, o filme "Marighella", de Wagner Moura, foi alvo de vazamento no Brasil. No último sábado, começaram a pipocar links para baixar o filme em sites diversos e até em páginas de Facebook, como a da torcida de futebol Palmeiras Antifascita.

No início da noite desta segunda, Moura, o diretor, a produtora O2 e a distribuidora Paris Filmes fizeram uma reunião para decidir o que fazer com o vazamento. "Por mim, colocava nas salas neste final de semana e na plataforma na segunda. Vamos ver o que vão decidir. Nem sei se seria possível", afirmou o produtor Fernando Meirelles, no meio da tarde. Mas não foi possível.

Após a reunião, uma nota oficial foi divulgada. "'Marighella' estreou nos Estados Unidos no dia 30 de abril. O longa foi disponibilizado em algumas plataformas digitais para usuários do país, o que possibilitou o vazamento do filme para a internet no último final de semana. A estratégia de lançamento nos cinemas brasileiros segue a mesma. 'Marighella' será lançado oficialmente no segundo semestre."

Segundo Meirelles, o filme estava marcado para estrear em 20 de novembro e, a princípio, a data se mantém. "Por alguma razão as pessoas acham que roubar fruta na árvore ou assistir filme pirata não é roubo. A mente humana é pródiga em autoengano", lamentou o produtor.

As páginas com os links piratas de "Marighella" foram sendo derrubadas durante toda a tarde de segunda. O caso lembra o do primeiro "Tropa de Elite", de 2007, quando uma versão não finalizada virou DVD, que acabou comercializada por camelôs de todo o país.

Nos Estados Unidos, o filme está recebendo críticas positivas. "É uma provocação. E também fascinante", escreveu Devika Girish no New York Times. Já o site Rotten Tomatoes, que reúne avaliações do público, "Marighella" está com pontuação alta, 88%.

Inspirado no livro escrito pelo jornalista Mário Magalhães, "Marighella, o Guerrilheiro que Incendiou o Mundo", é a estreia do ator Wagner Moura na direção.

O longa é uma cinebiografia do guerrilheiro comunista e acompanha os últimos cinco anos de vida do ex-deputado —do golpe militar, em 1964, até o seu assassinato por forças do Estado, em 1969.

O filme estreou, sob aplausos, em fevereiro no Festival de Berlim em 2019 e estava programado para entrar em cartaz no Brasil em 20 de novembro de 2019, Dia da Consciência Negra.

Em agosto daquele ano, no entanto, a produtora O2 Filmes teve dois pedidos de recurso para a comercialização de "Marighella" negados pela Ancine, a Agência Nacional de Cinema.

Um dos recursos negados se referia a um possível pedido de ressarcimento de despesas pagas com dinheiro da produtora no valor de cerca de R$ 1 milhão, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, o FSA. O outro questionava se a verba para comercialização do filme poderia ser adiantada.

As duas negativas foram decididas por unanimidade pela diretoria colegiada do órgão. A negação de recursos foi comemorada por Carlos Bolsonaro, filho do meio do presidente. No Twitter, ele escreveu "noutros tempos, o desfecho seria outro, certamente com prejuízo aos cofres públicos".

O caso coincidiu com um momento de avanço do governo Bolsonaro sobre a Ancine. O presidente chegou a declarar que a agência poderia extinta caso não fosse possível usar filtros nas produções nacionais.

Ele se incomodou, por exemplo, com o fato de "Bruna Surfistinha" ter tido financiamento pelo órgão. "A cultura vem para Brasília e vai ter um filtro sim, já que é um órgão federal. Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos ou extinguiremos. Não pode dinheiro público ser usado para fins pornográficos", declarou, em julho de 2019.

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