Mercado fechado
  • BOVESPA

    117.669,90
    -643,10 (-0,54%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    47.627,67
    -560,43 (-1,16%)
     
  • PETROLEO CRU

    59,34
    +0,02 (+0,03%)
     
  • OURO

    1.744,10
    -0,70 (-0,04%)
     
  • BTC-USD

    59.804,25
    +173,15 (+0,29%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.235,89
    +8,35 (+0,68%)
     
  • S&P500

    4.128,80
    +31,63 (+0,77%)
     
  • DOW JONES

    33.800,60
    +297,00 (+0,89%)
     
  • FTSE

    6.915,75
    -26,47 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    28.698,80
    -309,30 (-1,07%)
     
  • NIKKEI

    29.768,06
    +59,06 (+0,20%)
     
  • NASDAQ

    13.811,00
    -18,50 (-0,13%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7599
    +0,1250 (+1,88%)
     

Maria Joana exibe looks com os ombros de fora e conta que pandemia a obrigou a melhorar o diálogo com o marido

Isabella Cardoso
·5 minuto de leitura

Maria Joana é uma mulher de fibra. Dentro da atriz, de 34 anos, há um tanto de força e determinação, mas também muita sensibilidade, além de um senhor carisma, que ela usa para construir suas personagens. A morena, que pode ser vista como a lutadora Nat de “Malhação — Sonhos”, acabou de se despedir da solar Carol de “Flor do Caribe” e agora vive um papel de destaque em sua estreia na Record, a rainha Enlila, na quarta e atual fase da novela “Gênesis”. As reprises da Globo, de 2014 e 2013 respectivamente, deixaram a carioca com um pouquinho de nostalgia. Seu sucesso, no entanto, é atemporal, assim como a tendência com a qual a artista posa neste editorial de moda. Os looks com ombros de fora são a cara do verão e trazem, além de frescor, um toque de feminilidade e sensualidade.

— Eu amo essa coisa meio cubana, cigana... É um sensual meio misterioso, porque mostra sem mostrar nada — diz ela, que afirma não seguir muito um estilo: — Às vezes, você vai me ver meio boho, hippie, com vestido e saia longa, que amo. São as roupas que mais uso. No outro dia, coloco um coturno preto, um pouco mais rock’n’roll. Depois, posso estar toda candy color, monocromática.

Apesar de ser eclética no quesito moda, a atriz conta que no começo da pandemia tinha uma roupa predileta:

— Ficava só de pijama. No início, achei que tudo iria ser mais fácil. Quando entendi que a vida iria demorar a voltar ao normal, passei a me arrumar, nem que fosse para sair do quarto e fazer coisas em casa — lembra Maria, que começou a fazer aulas de italiano na quarentena: — Amo a língua e queria muito aprender. Não é tão difícil quanto eu pensava. Meu bisavô veio da Itália e foi direto para o Rio Grande do Sul. Meu sobrenome é Chiappetta e ele até fundou uma cidade lá com esse nome. Ainda quero tirar uma foto no local, mas nunca fui.

Além de investir num novo idioma, Maria Joana tem vivido também aprendizados em sua profissão. Após ter iniciado as gravações, “Gênesis” paralisou o trabalho em março de 2020 por conta do coronavírus e o elenco voltou à ativa em outubro. No folhetim bíblico, Maria Joana é a rainha de Ur. Para viver o papel, a atriz teve que mergulhar numa preparação intensa, tanto por conta da época da novela quanto pelas características da personagem.

— Assim que voltamos a gravar no ano passado, eu recebi a informação nova de que Enlila era uma psicopata. Era a peça que faltava do quebra-cabeça, porque isso explica muitas de suas ações. Eu a achava muito louca. Tive que transformar isso em movimentação e ação, corporalmente falando mesmo. Por estarmos contando uma história de ficção, tem gente que pensa que uma psicopata é uma vilã tipo Malévola, mas é mais do que isso. Ela sofre de um transtorno que, de fato, pessoas ao nosso redor podem ter, sem que a gente saiba — explica a atriz, que completa: — Foi legal vivenciar uma personagem completamente diferente. Depois de gravar, me assistia como uma menina superalegre em “Flor do Caribe”. Fiquei vendo meu rostinho de criança e foi muito gostoso. Quando soube que “Malhação — Sonhos” iria ser reprisada, fiquei mais feliz ainda. A Nat significou muito para mim e para muita gente. Poder me ver de três formas diferentes é tão legal!

Na trama baseada na Bíblia, Maria Joana faz parte da fase chamada Ur dos Caldeus, da época do pai de Abraão. Na vida real, a atriz diz ser espiritualista, acreditar em Deus e ter muita fé.

— Posso até vender fé e otimismo. Acredito que Deus está em tudo, dentro de cada um e inclusive nos obstáculos, no caos. Sempre tive certeza de que o que tem que acontecer vai acontecer. Quando estamos num caminho de luz, dando o nosso melhor e plantando o bem, colhemos coisas maravilhosas — afirma ela, ressaltando que respeita todas as religiões: — Não precisamos estar no templo, na igreja para conversar com Deus. Pelo contrário, todos os mestres e grandes líderes nos ensinam a estar em contato com Ele o tempo todo.

E foi em Deus que Maria Joana encontrou forças para continuar mesmo quando portas se fecharam à sua frente.

— Nossa, acho que se não fosse isso... Além, é claro, do apoio familiar! Não vejo outro caminho, não. Tanto profissional quanto pessoalmente. Eu sei lá quantos testes já fiz, sem ter sequer uma resposta, nunca passei. Fui convidada para todas as novelas das quais participei. Se eu levar esses “nãos” para o pessoal, ferrou. Esse sentimento de rejeição pega num lugar do qual é muito difícil sair. Tem que tomar muito cuidado. Por causa da fé, você entende que só não aconteceu porque não era o momento, que talvez você precise entender e aprender outras coisas para poder receber lá na frente. Nossa, você passa pelas dificuldades de uma forma mais leve!

Casada com Bernardo Muniz, com quem está há 13 anos, Maria Joana se deparou com situações nunca vividas antes por conta da quarentena. Como todo casal, os dois tiveram que se readaptar com a convivência diária, e a atriz ressalta o valor do diálogo para passar por cima dos problemas conjugais.

— Não podemos achar que se a pessoa não entendeu direito temos que deixar pra lá e ficar brigados. Precisamos nos entender. Foco muito em tentar ao máximo melhorar o diálogo, e a quarentena reforçou isso para mim. Quando eu brigava antes da pandemia, era um “então, está bom, tchau”, e ia fazer minhas coisas na rua, espairecia e depois voltava. No isolamento, não teve mais isso. Melhoramos muito as nossas conversas — conta.

Mudança, inclusive, é algo de que a moça não foge. Para isso, coragem e humildade não faltam à carioca.

— Não há problema em mudar de rumo ou de opinião, falar alguma coisa e depois repensar. Ninguém é perfeito. Quando digo algo é porque essa é a minha verdade de acordo com a minha realidade, que é diferente da sua. Pode ser que o que eu esteja falando e mostrando não faça sentido para você, e tudo bem. Pode ser também que você me mande uma mensagem me pedindo para pensar de outro jeito, eu reflita e mude. Acaba que tudo se torna uma verdade absoluta quando expomos algo. Você se torna simplesmente aquilo e pronto, acabou. Eu discordo. Muito sem graça isso. Sempre tento mostrar minhas várias facetas.

Na vida e na arte! Tá certíssima!