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Marcas em ossos revelam o que humanos de 300 mil anos atrás gostavam de vestir

Evidências arqueológicas coletadas na Alemanha mostram o que gostavam de vestir os humanos de 320.000 atrás — são ossos de ursos esfolados, mostrando que nossos ancestrais já retiravam suas peles para se proteger do frio e para outros usos há milhares de anos. Tanto em termos de dieta quanto uso de outras partes do corpo, havia muitos debates científicos acerca relação entre os antigos humanos e sua exploração dos ursos.

Os grandes animais também eram ancestrais já extintos dos ursos modernos, chamados de ursos-da-caverna (Ursus spelaeus ou Ursus deningeri). Seu couro e pele, sabemos agora, fizeram parte das estratégias de sobrevivência dos hominídeos de meados do período Pleistoceno, quando o noroeste da Europa estaria em condições difíceis, especialmente em relação ao frio.

O urso-das-cavernas é um ancestral dos ursos modernos: nossos ancestrais usaram sua pele para sobreviver ao inverno do norte da Europa (Imagem: Momotarou2012/CC-BY-3.0)
O urso-das-cavernas é um ancestral dos ursos modernos: nossos ancestrais usaram sua pele para sobreviver ao inverno do norte da Europa (Imagem: Momotarou2012/CC-BY-3.0)

Ursos ancestrais, humanos ancestrais

O sítio arqueológico que providenciou os restos de urso fica nos entornos da cidade de Schöningen, na Alemanha, estudada já há algumas décadas. Nos anos 1990, por exemplo, foram encontrados artefatos próximos a uma mina aberta, entre eles as mais antigas armas de madeira já encontradas — lanças de 300.000 a 337.000 anos atrás. Também havia ferramentas de osso, pedra e ossos animais, inclusive de ursos-da-caverna.

Muitos dos ossos animais apresentavam marcas de corte nos ossos, um sinal de que os humanos antigos cortavam sua carne, ocasionalmente raspando as ferramentas nas estruturas ósseas. A parte curiosa eram as marcas nas patas, no entanto. Pequenas e precisas, sua mera presença nos membros do urso mostravam que havia algo mais.

Há pouca carne nas patas traseiras ou dianteiras de animais, então cortes precisos como esses só poderiam significar um esfolamento cuidadoso. Comparando os ossos com outras marcas da prática na literatura científica, confirmou-se que os hominídeos teriam retirado a pele para usos diversos. À época, eles seriam Homo heidelbergensis ou Homo neanderthalensis (neandertais).

Nosso ancestral, o Homo heidelbergensis vivia há 300.000 anos e pode ter sido o antigo humano que esfolou a pele dos ursos-das-cavernas (Imagem: Ryan Somma/Flickr/CC-BY-2.0)
Nosso ancestral, o Homo heidelbergensis vivia há 300.000 anos e pode ter sido o antigo humano que esfolou a pele dos ursos-das-cavernas (Imagem: Ryan Somma/Flickr/CC-BY-2.0)

Como seria usadas as peles?

As peles providenciaram uma proteção melhor do que o couro de outros animais ou do que o dos próprios humanos, sem tantos pelos para se isolar do frio e de golpes externos. No verão, os ursos apresentam uma pelagem grossa, mas que é acompanhada pelo crescimento de pelos mais macios abaixo dela durante o inverno, que ajuda no isolamento térmico. Há 300.000 anos, o planeta estava entre eras do gelo, ou seja, não estava tão frio, mas os invernos ainda podiam ser bem severos.

Sobra o problema de como as peles teriam sido obtidas, já que têm de ser removidas do animal logo após a morte para poderem ser usadas. É mais provável, então, que nossos ancestrais os tivessem caçado, o que é suportado por outras evidências, como ossos e dentes apenas de adultos no sítio arqueológico, sinal da prática de caça junto às armas. Certamente não havia hominídeos apenas esperando que ursos morressem de velhice por aí.

Não se pode ter certeza do uso que os humanos da antiguidade fizeram das peles, mas os pesquisadores não acreditam que eles andassem nus durante o inverno, então se supõe que se protegiam do frio com o couro peludo dos ursos — embora também se acredite que pudessem fazer calçados ou cobertores com os itens. De qualquer forma, agora sabemos que os povos habitando o norte da Europa há 300.000 anos sobreviveram, entre outras coisas, graças ao calor das peles de urso.

Fonte: Canaltech

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