Mercado fechado
  • BOVESPA

    128.405,35
    +348,13 (+0,27%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.319,57
    +116,77 (+0,23%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,50
    +0,46 (+0,65%)
     
  • OURO

    1.763,90
    -10,90 (-0,61%)
     
  • BTC-USD

    35.675,14
    -1.829,97 (-4,88%)
     
  • CMC Crypto 200

    888,52
    -51,42 (-5,47%)
     
  • S&P500

    4.166,45
    -55,41 (-1,31%)
     
  • DOW JONES

    33.290,08
    -533,37 (-1,58%)
     
  • FTSE

    7.017,47
    -135,96 (-1,90%)
     
  • HANG SENG

    28.801,27
    +242,68 (+0,85%)
     
  • NIKKEI

    28.964,08
    -54,25 (-0,19%)
     
  • NASDAQ

    14.103,00
    -62,50 (-0,44%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,0361
    +0,0736 (+1,23%)
     

Maré das ‘big techs’ começa a virar com acordo tributário global

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Com o acordo tributário entre os países mais ricos do mundo, governos estão mais perto de recuperar algum poder das gigantes da tecnologia, que usaram regimes centenários para criar riqueza e eclipsar economias da maioria das nações.

Embora o pacto alcançado pelos ministros das Finanças do G7 no fim de semana tenha como objetivo abarcar todas as grandes multinacionais, o setor de tecnologia é particularmente favorecido pelo sistema atual. Isso porque seus principais ativos - código de software, patentes e outros tipos de propriedade intelectual - são relativamente fáceis de adaptar em comparação com ativos físicos.

Como resultado, empresas como Facebook, Amazon.com e Google, da Alphabet, têm pagado alíquotas efetivas de impostos cada vez menores, para consternação de governos europeus em particular.

A pandemia de Covid-19 reforçou essa preocupação, com governos apoiando trabalhadores e empresas tradicionais enquanto o alcance e riqueza das gigantes de tecnologia se expandiam com a maior demanda por seus serviços para compras, entretenimento, trabalho e socialização no ambiente doméstico. Sem poder de tributar, governos podem ficar sem receitas para a reconstrução, mas também sem capacidade de influenciar os fluxos de investimento e o desenvolvimento econômico.

Análise da Bloomberg Economics no mês passado mostrou que a alíquota média de impostos das 50 maiores empresas do mundo caiu de 35,5% em 1990 para 17,4% no ano passado. Facebook (12,2%) e Amazon (11,8%) pagaram abaixo dessa alíquota em 2020.

Buscando modernizar práticas para a era digital, os ministros das Finanças do G7 chegaram a um acordo no sábado para levar adiante um imposto corporativo mínimo global de 15% e exigir que grandes empresas paguem mais nos países onde fazem negócios, em vez de apenas onde possuem sedes.

O pacto prepara o terreno para negociações em julho do Grupo de 20 países e, em seguida, para discussões entre cerca de 140 nações sob a coordenação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. No entanto, caberia a cada país aprovar leis para implementar qualquer acordo: um desafio ainda maior se os republicanos no Congresso se opuserem ao programa do presidente dos EUA, Joe Biden.

“Presumivelmente, isso significa o fim dos impostos digitais globais, o que é ótimo para as empresas de tecnologia”, disse Andrew Silverman, analista de governos da Bloomberg Intelligence. “Isso também dá às empresas de tecnologia muito mais certeza, o que é tão valioso quanto impostos mais baixos. As empresas podem modelar como o imposto vai impactá-las e fazer o planejamento tributário. É muito mais difícil responder a uma colcha de retalhos de impostos digitais e disputas comerciais toma lá, dá cá.”

Empresas de tecnologia receberam bem a proposta de uniformidade e menos opacidade já que alguns governos, incluindo França, Reino Unido, Itália e Índia, se cansaram do debate multilateral e adotaram impostos digitais unilaterais nos últimos anos.

“A Amazon aprova o acordo tributário, porque a aplicação de impostos aleatórios em cada país é injusta e equivocada e cria distorções”, disse na segunda-feira Mariangela Marseglia, responsável pela Amazon na Itália e Espanha. O vice-presidente de assuntos globais do Facebook, Nick Clegg, disse que o acordo é um “primeiro passo significativo em direção à certeza para os negócios”.

Essas companhias ainda têm tempo antes que qualquer mudança entre em vigor. O acordo do G7 não deixou claro como o sequenciamento funcionaria. Países como França insistiram que não retirarão as medidas unilaterais até que comecem a obter receitas sob um novo regime.

Esses acordos deixam claro que os governos querem aumentar os impostos pagos por grandes empresas de tecnologia, e esse poderia ser o caso em todos os países, incluindo os que não tomaram medidas substitutivas em nível nacional.

More stories like this are available on bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos