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Manutenção do Auxílio Brasil exige análise orçamentária, diz Renata Abreu

*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 05-03-2015: Deputada Renata Abreu (PTN-SP), na sala de comissão da Cãmara dos Deputados, escreve diariamente no blog
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 05-03-2015: Deputada Renata Abreu (PTN-SP), na sala de comissão da Cãmara dos Deputados, escreve diariamente no blog

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A deputada federal Renata Abreu (Podemos), candidata ao terceiro mandato consecutivo na Câmara, criticou nesta terça-feira (20) a forma como o Auxílio Brasil vem sendo explorado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha eleitoral.

Abreu afirmou que o benefício é usado como retórica eleitoral pelos dois candidatos que aparecem à frente nas últimas pesquisas de intenção de voto. Ela defende que se faça uma análise dos gastos e das receita do governo para que se possa tomar uma decisão acertada sobre o tema.

"Sabemos que o Brasil viveu um estado extremo com pandemia. Eram necessárias algumas políticas sociais de assistência, mas também sabemos que infelizmente hoje [o auxílio] está sendo usado como retórica eleitoral de ambos os lados", disse Abreu em live transmitida pelo Instagram da Folha de S.Paulo. "O que precisamos ter é responsabilidade fiscal, caso contrário, o país não cresce, não vamos atrair investimentos".

Bolsonaro se compromete em seu plano de governo a manter o Auxílio Brasil no valor de R$ 600 em 2023. O novo valor passou a ser pago no último dia 9, depois da aprovação da PEC Kamikaze no Congresso. A proposta driblou o teto de gastos para turbinar o benefício a dois meses da eleição.

A campanha do ex-presidente Lula, por sua vez, anunciou que o petista pretende pagar uma parcela adicional de R$ 150 por criança de até seis anos beneficiária do programa Auxílio Brasil —que voltaria a se chamar Bolsa Família. O valor se somaria ao piso de R$ 600, que Lula já disse que irá manter.

Além de cobrar responsabilidade fiscal, Abreu diz que a educação será sua prioridade caso eleita. A presidente nacional do Podemos afirmou ser necessária a revisão do currículo básico e a valorização dos professores, com a criação de um imposto de renda diferenciado para a categoria.