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Manufatura global sente pressão de custos mais altos e fraca demanda

Trabalhadores da Ford instalam bateria em veículo da companhia, na fábrica de Wayne, em Michigan

Por Lucia Mutikani e Jonathan Cable

WASHINGTON/LONDRES (Reuters) - Fábricas nos Estados Unidos, Europa e Ásia tiveram dificuldades para ganhar impulso em julho, com a demanda global em queda e as rígidas restrições chinesas contra a Covid-19 desacelerando a produção, mostraram pesquisas nesta segunda-feira, que provavelmente reforçaram temores de que as economias entrem em recessão.

Uma série de índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) para julho mostrou que novos pedidos caíram nas potências industriais, embora tenham mostrado que as pressões sobre os preços podem estar diminuindo.

O Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice de atividade fabril nos EUA caiu para 52,8 no mês passado, leitura mais baixa desde junho de 2020, quando o setor estava saindo de uma queda induzida pela Covid-19. O PMI do ISM estava em 53,0 em junho. Leitura acima de 50 indica expansão na manufatura, que responde por 11,9% da economia dos EUA.

O Federal Reserve vem elevando as taxas de juros agressivamente, e a maior economia do mundo contraiu inesperadamente no último trimestre, aumentando o risco de estar à beira de uma recessão.

Na zona do euro, o dado final da S&P Global para o PMI de manufatura caiu para 49,8 em julho, ante 52,1 em junho, primeira vez abaixo da marca de 50 desde junho de 2020.

Uma pesquisa da Reuters em julho revelou chance de 45% de uma recessão na zona do euro dentro de um ano.

Um índice que mede a produção --que entra na conta do PMI composto, a ser divulgado na quarta-feira, e é visto como um bom indicador da saúde econômica-- caiu para uma mínima em mais de dois anos de 46,3.

A S&P Global disse que a produção está caindo em todos os países da zona do euro pesquisados, exceto Holanda, e a taxa de declínio foi particularmente preocupante na Alemanha, França e Itália --as três maiores economias do bloco.

Enquanto isso, os varejistas na Alemanha encerraram o primeiro semestre de 2022 com a maior queda nas vendas ano a ano em quase três décadas, com a crise do custo de vida, a guerra na Ucrânia e os efeitos persistentes da pandemia de coronavírus.

"Estimo que o PIB da zona do euro retraia no terceiro trimestre, mas não tanto quanto essas vendas no varejo ou dados do PMI sugerem", disse Holger Schmieding, da Berenberg.

"Vai ser difícil, mas vai ser difícil a partir de um ponto de início mais forte."

No mês passado, o Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros mais do que o esperado, uma vez que as preocupações com a inflação recorde superaram preocupações com o crescimento.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) provavelmente aumentará os custos dos empréstimos em 50 pontos-base nesta semana, apesar de o PMI do país mostrar que a produção industrial e os novos pedidos caíram em julho à taxa mais rápida desde maio de 2020.

TENSÃO NA ÁSIA

A atividade fabril da Coreia do Sul caiu pela primeira vez em quase dois anos, enquanto no Japão o setor registrou seu crescimento mais lento em dez meses, em meio a interrupções persistentes na cadeia de suprimentos.

O crescimento da atividade na China também desacelerou, mostrou o PMI Caixin para o setor privado, apesar de alguma flexibilização das rígidas restrições domésticas contra a Covid-19 que atingiram a segunda maior economia do mundo no segundo trimestre.

O PMI Caixin, divulgado na noite de domingo (horário de Brasília) veio após uma leitura ainda mais sombria do PMI oficial do governo, publicado no sábado, o qual mostrou que a atividade caiu inesperadamente em julho em meio a novos surtos de Covid-19.

"O país já estava enfrentando um desafio difícil, para dizer o mínimo, em relação à sua meta de crescimento neste ano, e o fato de que a atividade manufatureira está desacelerando novamente não é um bom presságio", disse Craig Erlam, da OANDA.

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