Mantega retoma crítica à redução de crédito por privados

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a criticar os bancos privados por terem reduzido a oferta de crédito. Segundo ele, o governo cortou os juros de forma expressiva, mas o crédito no País não aumentou de forma suficiente. As declarações foram feitas nesta quarta-feira durante encontro com prefeitos na capital federal.

O ministro lembrou que os bancos públicos aumentaram a oferta de crédito, mas o movimento foi insuficiente para compensar a ausência das instituições privadas. Desde o ano passado, ele censura a retração do segmento.

Mantega também aproveitou para fazer uma crítica indireta ao "mau humor" em relação à economia brasileira. Em defesa da política econômica, o ministro disse que existe muita confiança no País "lá fora". Ele citou a pesquisa feita com dirigentes de grandes empresas no Fórum Econômico Mundial apontando que o Brasil é o terceiro destino preferido para investimentos.

Certeza de expansão

Para injetar otimismo entre os novos prefeitos, o ministro reiterou que a economia brasileira está na rota de crescimento e, com isso, a arrecadação pública vai se recuperar. O governo projeta expansão entre 3% e 4% para este ano, mas qualquer que seja o número, destacou, a alta do Produto Interno Bruto (PIB) será maior do que em 2012.

Mantega relatou aos prefeitos que eles encontraram o cofre cheio de "faturas para pagar". "Não desanimem, porque a situação econômica está melhorando." Ele ressaltou que o avanço no segundo semestre do ano passado foi maior do que no primeiro. Para o ministro, a trajetória de crescimento permanecerá em 2013 e nos próximos anos. O que sustenta essa avaliação, acrescentou, é o fato de a economia internacional estar melhorando. "Ela nos atrapalhou bastante em 2011 e 2012."

O ministro mencionou ainda a melhora da economia dos Estados Unidos, o que vai impulsionar o Brasil. Ele também reforçou que a desaceleração do crescimento na China se estabilizou e o país voltou a crescer. "Isso vai nos ajudar." Mas ponderou que a Europa não vai dar sua contribuição, porque ficará em 2013 próxima da recessão.

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