Para Mantega, comércio fraco favorece guerra cambial

A guerra cambial é reflexo da atrofia do comércio mundial e o antídoto para combatê-la é o desenvolvimento dos mercados consumidores domésticos, disse nesta sexta-feira em Moscou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que em 2010 iniciou a discussão do problema no âmbito do G-20. Ele participa nesta sexta e sábado (16) de reunião de ministros de Finanças do G-20, o grupo que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes do mundo.

"No ano passado, o crescimento do comércio mundial foi pífio e os países se acotovelaram para exportar, mas não conseguiram. Aí todo mundo quer desvalorizar suas moedas para aumentar a competitividade, o que dá origem à guerra cambial", disse o ministro. "Enquanto o comércio estiver atrofiado, a guerra cambial vai continuar."

Segundo ele, os países que não conseguem estimular a economia doméstica acham que a saída para retomar o crescimento é aumentar as exportações. "Imagina se todo mundo chegar a essa conclusão?", perguntou.

Em sua opinião, a solução para evitar o agravamento da guerra cambial é fazer mudanças nas políticas fiscais dos países ricos que amenizem as metas de redução do déficit e da dívida e que deem espaço para ampliação do investimentos e do consumo."É necessária uma mudança de estratégia dos países que vivem da exportação para estimular seus mercados domésticos, com o objetivo de elevar a exportação e a importação", ressaltou. Essa inflexão seria mais possível hoje, depois de a zona do euro ter afastado o risco de crise financeiro, disse Mantega. "Isso tirou um incômodo da economia mundial, que era uma aversão ao risco e o nervosismo do mercado que atrapalha a atividade econômica."

O tema da guerra cambial continuará na agenda da reunião do G-20, mas o ministro avaliou que a situação do Brasil hoje é "mais tranquila" que a de 2010. "Nós conseguimos caminhar para um câmbio mais equilibrado. Estamos com câmbio que dá uma certa competitividade para as exportações brasileiras e que não permite tanta invasão de produtos importados a preços artificialmente baixos", ponderou. "Nós não dependemos tanto das exportações e somos um dos poucos países cujo mercado doméstico continua a crescer."

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