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Como não ser manipulado pelas redes sociais? Fazendo escolhas melhores

Marcela De Mingo
·4 minutos de leitura
Group of millennial friends watching smart mobile phones - Teenagers addiction to new technology trends - Concept of youth, tech, social and friendship - Focus on smartphones
O documentário o Dilema Social nos atenta para necessidade de abrir as nossas bolhas online (Foto: Getty Creative)

Quantas horas por dia você passa no celular? Ok, você já deve ter percebido que o seu tempo no smartphone é um pouco a mais - no caso dos brasileiros, muito. Mas se você assistiu ao documentário ‘O Dilema das Redes', da Netflix, deve ter entendido que a nossa relação com a tecnologia é muito mais profunda do que o seu tempo de tela.

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O brasileiro, aliás, é um dos campeões quando esse é o assunto: ficamos, em média, nove horas e 14 minutos conectados à internet, atrás apenas da Tailândia e das Filipinas, de acordo com um estudo desenvolvido pelo Hootsuite em parceria com o We Are Social.

E se as últimas eleições presidenciais e discussões sobre as redes são exemplo, não temos passado o tempo de forma produtiva online. Entre a cultura do cancelamento, a mentalidade do "tudo por um like" e o ódio gratuito, a pergunta que fica - e que foi levantada pelo documentário - é: estamos guiando ou sendo guiados pelas redes sociais?

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A decoração "instagramável" já virou moda no offline. A obsessão com números de seguidores já levou muitas pessoas a acreditarem que são mais ou menos importantes como um todo. Os filtros colaboraram para uma visão distorcida da autoimagem de jovens adolescentes e já foi comprovado mais de uma vez como o uso das redes sociais pode colaborar com a depressão e a ansiedade - sem contar o FOMO, aquele medo irracional de estar perdendo alguma coisa quando vemos amigos ou outras pessoas fazendo coisas que você gostaria de fazer.

Um ponto importante e que parece ter passado despercebido pelo público que assistiu ao documentário é como viramos reféns da tecnologia, quando, na verdade, ela foi criada com o intuito de ser um facilitador da comunicação entre as pessoas.

Em tempos de pandemia, em que o consumo das redes aumentou tanto - uma pesquisa da Kantar indica um aumento de 76% do uso do WhatsApp nesse período -, é de se pensar que o único problema é a quantidade de tempo que passamos invejando ou criticando as pessoas online. Mas, não. Como o documentário aponta estamos sendo manipulados por números e algoritmos que, pouco a pouco, têm ditado a forma como nos comportamos, como interagimos uns com os outros e influenciado diretamente o nosso nível de tolerância.

Aliás, falar de eleição pode ser um tópico complicado, mas ao mesmo tempo é necessário. Se olharmos para a rivalidade Democratas vs. Republicanos, nos Estados Unidos, ela nunca foi tão forte e tão extrema. No Brasil, a briga entre partidos pode ser mais numerosa, mas a bipolaridade está ali e o extremismo de ideias, de pensamentos, que levam até mesmo à violência física fora das redes, também.

As fakes news, que parecem uma ameaça invisível (e inventada) para muitas pessoas, é tão real que a Justiça Eleitoral fechou uma parceria com nove agências de checagem para confirmar a veracidade das notícias publicadas durante o período eleitoral - uma tentativa de que elas não influenciem o resultado das eleições municipais.

Como reverter um efeito já tão cotidiano? Faça escolhas melhores

Fato é: você já é influenciado e manipulado pela tecnologia atual - e é ingenuidade pensar no contrário. No entanto, o que Tristan Harris, um dos entrevistados e idealizadores do documentário explica, é a necessidade de reconexão entre as pessoas. Isso significa que, enquanto nos deixamos levar pela tecnologia até aqui, precisamos buscar, nós mesmos, a motivação para fazer diferente e reverter o seu efeito. Ou seja, precisamos fazer escolhas melhores.

Para isso, o ponto chave é retomar a consciência do nosso poder de escolha e abrir a nossa bolha (tanto online quanto off) para ideias e formas de pensar diferentes da nossa. No fim das contas, ficamos apenas em contato com aqueles que concordam com a gente - o que claramente não tem gerado um efeito de todo positivo, mais aumentando a polarização de ideais.

Questione o que você curte e lê no Instagram, por exemplo. Procure fontes de notícias diferentes, com visões diferentes de mundo. Assista os vídeos que você quer ver no Youtube - não se deixe levar pelas recomendações. Veja os Stories quando você quiser e não porque não tem nada o que fazer. Curta fotos e comente as postagens das pessoas que você quer acompanhar e não o que o feed mostra. Retome a consciência e a sua capacidade de discernimento.

No fim do dia, podemos culpar as redes sociais pela falta de conversa na mesa de jantar, pelas notícias mentirosas e até pelas distrações - mas a verdade é que esses comportamentos só chegaram no ponto que estão agora porque cada um de nós escolheu assim e, talvez, esse seja o catalisador que todos precisamos para fazer diferente e, quem sabe, mudar o poder de mãos daqui para frente.