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Manifestantes voltam às ruas para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro e pedir vacinas

·7 minuto de leitura

RIO E SÃO PAULO — Milhares de manifestantes voltaram às ruas neste sábado em várias cidades para protestar contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sobretudo na gestão da pandemia. Houve protestos nos 26 estados e no Distrito Federal, incluindo todas as capitais, e em pelo menos 120 municípios.

Enquanto isso: Bolsonaro fez um passeio de moto pelo Distrito Federal e, sem máscara, tirou fotos com moradores.

Entre as reivindicações, estavam o impeachment do presidente, mais celeridade no plano de vacinação e aumento do valor do auxílio emergencial, que hoje varia entre R$150 a R$375. No ato do Rio de Janeiro, também houve críticas às suspeitas de corrupção envolvendo militares e integrantes do Centrão no Ministério da Saúde que são investigados na CPI da Covid.

Frases como "Fora, Bolsonaro", gritos como “Vacina no braço” e “Comida no prato” foram entoadas nos atos, que foram programados em meio a mudanças na estrutura do governo e acusações de corrupção na compra de vacinas.

Os protestos ocorreram de forma pacífica, com a maioria dos manifestantes usando máscara como medida de proteção contra o coronavírus. Em alguns momentos, porém, houve aglomerações, apesar dos alertas sobre distanciamento social.

No Centro da capital, o ato que começou em frente ao Monumento a Zumbi, na Avenida Presidente Vargas, pediu o impeachment do presidente e fez críticas às suspeitas de corrupção envolvendo militares e integrantes do Centrão, alvos da CPI da Covid.

Com cartazes e palavras de ordem os manifestantes reivindicaram a saída de militares da política e pediam mais vacinas contra a Covid-19 para a população.

Convocados por movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda como PT, PDT, PSB e PSOL, o protesto contou com a presença de políticos como Chico Alencar e Alessandro Molon, além de artistas como Paulo Betti, Tony Bellotto e Malu Mader.

— O Bolsonaro sabe que o Centrão é a essência desse butim do estado, desse assalto aos cofres públicos. E agora, fragilizado politicamente, ele assume essa aliança — disse Chico Alencar. — Por outro lado estamos no governo mais militarizado da História e precisamos impedir que generais se arvorem em tutela o estado.

A professora Maria Solange, de 59 anos, participa pela terceira vez de manifestações contra Bolsonaro e desta vez resolveu chamar a atenção para a militarização da política no Brasil.

— Nós conquistamos nossa democracia a duras penas e não podemos permitir falas golpistas de militares no governo. Eles não têm que dar palpite sobre eleições, têm que cuidar do lhes cabe — disse Solange.

Já o empresário Omar Silveira, de 57, vestiu-se com um jaleco branco para homenagear os profissionais de saúde que atuam na pandemia. Ele criticou a condução do governo em meio à crise sanitária.

— O governo Bolsonaro é negacionista, nega a ciência, o que leva a milhares de mortes e derruba a economia gerando miséria e fome. Precisamos tira-lo do poder, dentro das regras democráticas, e leva-lo a julgamento por suas ações — defende Silveira.

O ato conta com bandeiras de partidos políticos de esquerda e muitos manifestantes usam camisas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também há pessoas com camisas verde e amarelo e bandeiras do Brasil. Movimentos em defesa da população LGBTQI+, de mulheres, negros e indígenas também marcam presença nas ruas do Rio.

Em carros de som, líderes de movimentos sociais pedem ainda a extensão do auxílio emergencial e criticam a agenda de privatizações defendidas defendidas pelo Mistério da Economia, entre elas a dos Correios.

Quando o protesto começou a se concentrar na altura da Candelária houve tensão entre manifestantes e a Polícia Militar. Um grupo que fez uma fogueira na pista foi perseguido e revistado pelos policiais, provocando uma correria no meio do ato.

Outro manifestante que estava fazendo provocações à PM foi detido e levado numa viatura. Porém, os policiais não informaram o motivo da detenção do ativista. Por volta das 13h30m, a multidão começou a se dispersar.

Na capital paulista, manifestantes começaram a se reunir em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, no meio da tarde. Apesar de ocuparem seis quarteirões da via mais famosa da cidade, os próprios organizadores do ato reconheceram que o número de presentes foi menor do que em protestos anteriores.

O líder do Movimento Acredito no Estado de São Paulo, Marco Martins, destacou que o ato deste sábado deu um primeiro passo rumo à unificação daqueles que defendem o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

Pela primeira vez, os organizadores reuniram, em um carro de som, todos os partidos do Bloco Democrático, que inclui siglas como PcdoB, PSDB, PDT, Cidadania, Solidariedade, além dos movimentos Acredito e Livres.

— Não é inteligente repelir a direita, como estava ocorrendo. Só conseguimos afastar Bolsonaro com toda a sociedade mobilizada. Criamos esse bloco para que neste e nos próximos atos cada vez mais pessoas possam sair de casa se sentindo bem-vindas nos protestos. É um primeiro passo para unificar o Fora Bolsonaro — disse Martins.

Assim como nas manifestações anteriores, muitos presentes traziam bandeiras e cartazes criticando o governo Jair Bolsonaro e a gestão do combate à pandemia do novo coronavírus pelo presidente. Há também referências em defesa do voto eletrônico.

Além do impeachment do presidente, manifestantes reivindicaram o auxílio emergencial no valor de R$ 600 e fizeram uma defesa da Floresta Amazônica com cartazes escrito "Amazônia sem água" e "Amazônia em chamas". Referências ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também apareceram entre as pessoas que foram para a Paulista neste sábado. "Lira é cúmplice" e "Lira é covarde" são algumas das frases estampadas.

Logo no início da concentração, a nova presidente da UNE, Bruna Brelaz, chegou a dizer que a expectativa era que este quarto ato contra o governo Bolsonaro fosse maior do que o anterior.

— Houve um chamado mais amplo para que todo e qualquer setor que seja Fora Bolsonaro participe das manifestações. Muito mais gente vai poder colocar a sua voz neste sábado — disse ela. — Chegamos no limite, inclusive relacionado às ameaças democráticas que têm como porta-vozes generais — afirmou Bruna Brelaz.

Assim como aconteceu na manifestação anterior, um grupo de jovens, vestidos de preto e com máscaras cobrindo o rosto, entrou em conflito com policiais no final do ato em São Paulo. Dessa vez, entretanto, o policiamento destacado para acompanhar a caminhada dos manifestantes foi bem maior, o que impediu que houvesse cenas de quebra-quebra, destruição de vidraças de estabelecimentos comerciais, pontos de ônibus e fogo em lixeiras pela rua da Consolação.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), uso as redes socias para condenar a tentativa de repetição das cenas de quebra-quebra da manifestação do início do mês.

"Quem age como vândalo é tão autoritário e violento como aquele que é alvo do protesto. Democracia significa diálogo, equilíbrio, jamais baderna", escreveu o tucano.

Em Recife (PE), o protesto aconteceu no Centro, contra a fome e para pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), a dar andamento a processo de impeachment contra Bolsonaro.

Em Teresina, no Piauí, estudantes, trabalhadores, centrais sindicais e integrantes de partidos políticos e de movimentos sociais protestaram contra o governo federal, pedindo o impeachment de Bolsonaro mais vacinas e aumento do auxílio emergencial.

A concentração começou por volta das 8h na Praça Rio Branco, no Centro da cidade. Em seguida, às 10h, os manifestantes saíram em caminhada pelas ruas do Centro, com cartazes e carros de som.

Em Minas Gerais, onde as pessoas também protestam contra o governo e em favor da celeridade da vacinação, houve registro de protestos em Belo Horizonte, Governador Valadares, Timóteo e Montes Claros. No estado mineiro, porém, entre as reivindicações também estavam pedidos contra a privatização da Eletrobrás e dos Correios e os cortes na área de educação.

Já em Santa Catarina, os atos ocorreram em Joinville e Jaraguá do Sul, no Norte, e em Criciúma, no Sul catarinense. E em Goiás, manifestantes foram às ruas da capital, Goiânia, pedir o impeachment do presidente e vacinas para toda a população.

* Com G1. Colaborou Ivan Martínez-Vargas

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