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Manifestantes voltam às ruas contra Bolsonaro em São Paulo, mas ato tem menor adesão

·7 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Milhares de manifestantes voltaram a se reunir em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro neste sábado (24), em São Paulo e diversas cidades pelo país. Segundo a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, que convocou a mobilização, houve mais de 500 atos no Brasil e exterior.

A quarta manifestação convocada por opositores desde maio teve adesão menor do que o anterior, no início do mês, a exemplo do que ocorreu também na manifestação organizada em Brasília.

Em meio à pandemia da Covid-19, o ato na avenida Paulista mais uma vez teve cenas de aglomeração. Houve distribuição de máscaras de proteção e álcool em gel.

Em São Paulo, assim como no protesto anterior, de 3 de julho, houve confronto entre grupos e policiais neste sábado.

O retorno às ruas, três semanas depois de uma data extra convocada para pegar carona na temperatura das primeiras denúncias de corrupção na compra de vacinas, ocorre em um momento de ceticismo sobre o impeachment.

Durante a semana, Bolsonaro reforçou sua base parlamentar com a nomeação para a Casa Civil de Ciro Nogueira (PP-PI), um dos líderes do centrão. Além disso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem repetido que não vê motivos para dar andamento a pedidos de afastamento já protocolados.

O coordenador nacional da CMP (Central de Movimentos Populares), Raimundo Bonfim, que também integra a coordenação nacional das manifestações, diz não ver com preocupação o volume menor do comparecimento neste sábado.

Ele cita o recesso da CPI da Covid, o engavetamento de pedidos de impeachment na Câmara e o avanço da variante delta do novo coronavírus como fatores que podem explicar a menor adesão. "É notório que teve uma leve queda, mas mesmo assim é muito positivo", diz.

Os manifestantes estimaram 70 mil pessoas presentes na avenida Paulista. Nos atos anteriores, em 3 de julho e 19 de junho, a estimativa foi de 100 mil. Já na primeira manifestação da série, em 29 de maio, os organizadores afirmaram que 80 mil protestaram em São Paulo.

Para o ato, a Polícia Militar mobilizou cerca de 800 policiais que contaram com apoio de 119 viaturas e quatro drones, segundo a Secretaria de Segurança Pública. A secretaria não informou o número de manifestantes presentes.

Em 3 de julho, o órgão afirmou que o ato na Paulista teve 5.500 presentes. Já em 19 de junho, a pasta afirmou que 9.000 pessoas participaram da manifestação.

A Campanha Nacional Fora Bolsonaro afirma que os atos ganharam capilaridade pelo país, com 509 manifestações no Brasil e no exterior, reunindo 600 mil pessoas.

Em 29 de maio, os organizadores mapearam atos em ao menos 227 cidades do Brasil e 14 do exterior, com cerca de 420 mil pessoas. No segundo protesto, em 19 de junho, eles divulgaram balanço de 427 atos em 366 cidades do Brasil e em 42 cidades do exterior em 17 países, com um público total de 750 mil pessoas.

Os organizadores afirmam que o dia 3 de julho levou 800 mil pessoas às ruas em 352 atos em 312 cidades do Brasil, em todos os estados e no Distrito Federal, e 35 no exterior em 16 países.

O ato deste sábado em São Paulo novamente teve predominância de participantes ligados a partidos mais à esquerda.

Durante a semana, partidos como PSDB, PDT e PSB, além de movimentos identificados com o centro, haviam providenciado uma ala do protesto chamada de "Bloco Democrático". O grupo colocou um caminhão na avenida que atraiu também movimentos como Acredito e Agora!, ambos de centro, e organizações estudantis e sindicais, além de membros do PC do B.

Um grupo da juventude do PT até fixou uma tenda na avenida para angariar filiações ao partido. Também havia venda por camelôs de camisas com o rosto do ex-presidente Lula (PT), pré-candidato à Presidência para a campanha do próximo ano.

Ele novamente não compareceu ao ato, que contou com políticos como Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (PSOL) e Orlando Silva (PC do B).

O endosso ao impeachment de Bolsonaro protagonizou o ato deste sábado na avenida Paulista. Diferentemente das manifestações anteriores, poucas faixas ou cartazes lembraram a crise da Covid-19, embora a mobilização tivesse entre suas principais bandeiras o apelo por mais vacinas contra o novo coronavírus e a defesa do auxílio emergencial de R$ 600.

Antes de a passeata começar, durante a tarde, militantes do PSTU se colocaram em frente ao trio elétrico que coordena o deslocamento, impedindo sua passagem.

Os ativistas do partido eram contrários a começar a caminhada mais cedo do que o habitual, para reduzir a possibilidade de depredações por parte de grupos de manifestantes. O impasse durou cerca de dez minutos.

No fim da tarde, a Polícia Militar disparou bombas de efeito moral contra participantes em frente ao cemitério da Consolação, no centro.

Manifestantes encapuzados atiraram pedras contra a Tropa de Choque da polícia, que revidou com bomba de efeito moral.

“A polícia deve identificar com inteligência quem se infiltra para provocar, e não agir com violência contra milhares de pessoas que protestam pacificamente”, afirma Raimundo Bonfim, que classifica o episódio como lamentável.

A Secretaria de Segurança Pública afirma em nota que seis pessoas que portavam objetos como soco inglês e fogos de artifício foram encaminhadas ao 78º DP para o registro da ocorrência.

“Foram registradas depredações em uma agência bancária, em um ponto de ônibus e tentativas de vandalizar outros estabelecimentos, além do lançamento de objetos contra a tropa, que utilizou técnicas de controle de multidão para restabelecer a ordem no local”, diz a pasta, que não registrou feridos.

Pelo Twitter, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), condenou o que chamou de vandalismo na manifestação. "Quem age como vândalo é tão autoritário e violento como aquele que é alvo do protesto. Democracia significa dialogo, equilíbrio, jamais baderna. PM de SP agirá sempre que houver quebra da ordem. Ato democrático sim, violência não", publicou.

No Distrito Federal, manifestantes protestaram contra o presidente na Esplanada dos Ministérios.

Ainda que sem mobilizar a mesma quantidade de pessoas em relação ao início do mês, milhares participaram da marcha que saiu do Museu da República, passou em frente ao Congresso Nacional e retornou ao local de partida, um trecho de pouco mais de dois quilômetros.

O protesto contou com a participação de políticos locais, dirigentes sindicais e artistas, que usaram os microfones dos dois trios que acompanharam o cortejo.

O trajeto foi marcado por críticas à política do governo federal de enfrentamento à pandemia da Covid-19.

Houve menção às denúncias de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde. O presidente foi também criticado pela recém indicação do advogado-geral da União, André Mendonça, para o Supremo Tribunal Federal, sob o pretexto de ser "terrivelmente evangélico".

A Polícia Militar do Distrito Federal montou uma barreira e revistou bolsas e mochilas dos manifestantes quando o grupo rumava em direção para o Congresso. Grandes foram montadas para evitar que o grupo se chegasse mais próximo da sede do Legislativo.

Em Salvador, manifestantes compareceram em número semelhante aos protestos anteriores e saíram em passeata pela manhã.

Um grupo de servidores dos Correios se manifestou contra a privatização da estatal e carregava um caixão com as fotos do ministro Paulo Guedes (Economia) e do presidente da Câmara, Arthur Lira. Também marcaram presença no protesto militantes do movimento negro e torcidas organizadas do Bahia e do Vitória.

No Rio, os manifestantes percorreram a avenida Presidente Vargas, na região central da cidade. Vários manifestantes usavam camisetas ou seguravam bandeiras de partidos ligados à esquerda, como PT, PSOL e PC do B. Grupos presentes no ato também manifestaram apoio à candidatura em 2022 de Lula. Organizadores falaram em 70 mil pessoas presentes.

No Sul do país, opositores de Bolsonaro criticaram a prisão, na noite de sexta-feira (23), de um vereador do PT de Curitiba em um ato de mobilização para o protesto de sábado.

Renato Freitas, 37, foi imobilizado, algemado, colocado no porta-malas de uma viatura da Guarda Municipal e levado para uma delegacia após uma confusão envolvendo um homem que reclamava da mobilização dos opositores.

O vereador disse que a Guarda Municipal usou força desproporcional. Freitas nega a versão da Guarda de que tenha agredido o outro homem antes da detenção.

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