Mercado fechado
  • BOVESPA

    119.564,44
    +1.852,44 (+1,57%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    48.399,80
    +71,60 (+0,15%)
     
  • PETROLEO CRU

    65,07
    -0,56 (-0,85%)
     
  • OURO

    1.785,10
    +0,80 (+0,04%)
     
  • BTC-USD

    56.740,91
    +1.958,58 (+3,58%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.459,25
    +53,95 (+3,84%)
     
  • S&P500

    4.167,59
    +2,93 (+0,07%)
     
  • DOW JONES

    34.230,34
    +97,31 (+0,29%)
     
  • FTSE

    7.039,30
    +116,13 (+1,68%)
     
  • HANG SENG

    28.417,98
    -139,16 (-0,49%)
     
  • NIKKEI

    29.173,25
    +360,62 (+1,25%)
     
  • NASDAQ

    13.504,25
    +13,25 (+0,10%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,4252
    -0,0017 (-0,03%)
     

Manifestantes protestam contra empresários que foram a jantar com Bolsonaro em SP

AMANDA LEMOS
·2 minuto de leitura
SÃO PAULO, SP, 20.04.2021: PROTESTO-SP – Manifestantes colam cartazes em fachada de banco na av. Faria Lima, em São Paulo, contra empresas que apoiam o presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 20.04.2021: PROTESTO-SP – Manifestantes colam cartazes em fachada de banco na av. Faria Lima, em São Paulo, contra empresas que apoiam o presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça. (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Representantes da Frente Povo Sem Medo promoveram na manhã desta terça-feira (20) manifestações isoladas contra o que chamaram de má gestão da pandemia pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido).

Os alvos foram empresas cujos acionistas participaram de jantar com o presidente na primeira semana de abril, encontro que foi interpretado pelo grupo como sinal de apoio ao governo Bolsonaro na área da saúde.

Segundo os organizadores, as manifestações ocorreram diante das sedes do grupo Cosan, da área de energia, e dos bancos Safra e BTG, na região da Faria Lima, da rede varejista Riachuelo, na zona norte da capital, e do Habib's, do setor de fast food, que fica na região sul. Em cada ponto, a organização mobilizou cerca de 20 manifestantes.

Além de entoarem o mote da campanha, "Não aguento mais", os manifestantes jogaram tinta vermelha nas calçadas e escreveram palavras de ordem na entrada de algumas das empresas. Eles também desenharam ou colocaram cruzes nas entradas de outras.

Nas paredes dos prédios, fixaram panfletos com o nome das empresas acompanhado de dizeres como "vergonha", "apoia o genocídio de Bolsonaro", e "fura-fila da vacina".

Na região da Faria Lima, a polícia militar chegou pouco tempo após os manifestantes, que deixaram o local rapidamente.

Segundo Moyses Ribeiro, integrante do movimento, as manifestações também foram uma crítica à medida já aprovada na Câmara que libera a compra de vacinas por empresários. "O acordo sustenta o governo genocida, eles [empresários] querem salvar a própria vida, não a da população", diz Ribeiro.

O texto, que agora está no Senado, estabelece regras para que empresas possam comprar vacinas contra Covid-19 e imunizar funcionários, sócios e outros prestadores de serviço, prevendo doações para o SUS como contrapartida.

O processo de vacinação no Brasil segue em ritmo ainda lento, mas com grande número de vítimas. Na segunda (19), segundo o consórcio da imprensa, o Brasil ultrapassou 375 mil mortes por Covid desde o início da pandemia, registrando 1.607 mortes diárias.

No dia 7 de abril, Bolsonaro participou de um encontro em São Paulo com um grupo de empresários para discutir, entre outros temas, a política de vacinação do governo federal. Segundo relatos, após a sua apresentação, o presidente foi aplaudido enfaticamente pelos presentes.

Os empresários David Safra (Safra), Alberto Saraiva (Habib's), Flávio Rocha (Riachuelo), Rubens Ometto (Cosan) e André Esteves (BTG Pactual) estavam entre os participantes. Procuradas, as assessorias de comunicação das empresas não responderam à reportagem até a publicação deste texto.

A Frente Povo Sem Medo é ligada a vários movimentos sociais, entre eles o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), coalização de organizações de esquerda, pró-direito sociais.