Mercado fechado
  • BOVESPA

    113.750,22
    +1.458,62 (+1,30%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    43.646,03
    -288,18 (-0,66%)
     
  • PETROLEO CRU

    46,09
    +0,45 (+0,99%)
     
  • OURO

    1.842,00
    +0,90 (+0,05%)
     
  • BTC-USD

    19.040,01
    -8,28 (-0,04%)
     
  • CMC Crypto 200

    365,19
    -14,05 (-3,71%)
     
  • S&P500

    3.699,12
    +32,40 (+0,88%)
     
  • DOW JONES

    30.218,26
    +248,74 (+0,83%)
     
  • FTSE

    6.550,23
    +59,96 (+0,92%)
     
  • HANG SENG

    26.835,92
    +107,42 (+0,40%)
     
  • NIKKEI

    26.751,24
    -58,13 (-0,22%)
     
  • NASDAQ

    12.509,25
    +47,00 (+0,38%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2497
    +0,0137 (+0,22%)
     

Manifestantes bloqueiam cidades contra proibição do aborto na Polônia

·1 minuto de leitura
A decisão, de acordo com o desejo do partido ultracatólico nacionalista no poder, Direito e Justiça (PiS), limita o direito ao aborto a dois únicos casos: risco de morte para a grávida e gravidez resultante de um estupro ou incesto
A decisão, de acordo com o desejo do partido ultracatólico nacionalista no poder, Direito e Justiça (PiS), limita o direito ao aborto a dois únicos casos: risco de morte para a grávida e gravidez resultante de um estupro ou incesto

Milhares de manifestantes bloquearam, nesta segunda-feira (26), o centro das principais cidades polonesas, no quinto dia de uma revolta contra a proibição quase total do aborto na Polônia.

Em Varsóvia, os manifestantes, em sua maioria mulheres jovens, bloquearam vários cruzamentos do centro da cidade paralisando o tráfego na capital. Os participantes seguravam cartazes com mensagens como "O inferno das mulheres", "Vocês têm as mãos manchadas de sangue", "Queremos escolher" ou "É guerra!". 

Também houve manifestações em várias outras cidades do país em reação à decisão emitida na quinta-feira pelo Tribunal Constitucional polonês de proibir o aborto em caso de má formação grave do feto, ao considerá-lo "incompatível" com a Constituição.

A decisão, de acordo com o desejo do partido ultracatólico nacionalista no poder, Direito e Justiça (PiS), limita o direito ao aborto a dois únicos casos: risco de morte para a grávida e gravidez resultante de um estupro ou incesto.

O principal argumento dos opositores à decisão é que essa proibições põem em risco a vida das mulheres ao obrigá-las  a levar gestações inviáveis té o fim, enquanto seus apoiadores afirmam que isso evitará o aborto de fetos diagnosticados com síndrome de Down.

Na Polônia, menos de 2.000 abortos legais ocorrem ao ano, a grande maioria são realizados devido à má formação do feto. Mas os grupos feministas estimam que mais de 200.000 intervenções ilegais são praticadas, ou realizadas no exterior, todos os anos.

A decisão foi condenada por vários grupos de defesa dos direitos humanos na Europa.

No domingo, manifestantes atacaram igrejas católicas em toda Polônia, pela primeira vez neste país de maioria católica membro da União Europeia.

Os protestos contra a decisão do Tribunal continuarão pelos próximos dias, segundo os organizadores.

bo/dt/bc/mis/aa