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Diretor da Gaviões da Fiel é demitido após ato antifascista

SAO PAULO, BRAZIL - MAY 31: A football fan demonstrator gestures as clashing with riot police during a protest against President of Brazil Jair Bolsonaro amidst the coronavirus pandemic at Paulista Avenue on May 31, 2020 in Sao Paulo, Brazil. (Photo by Miguel Schincariol/Getty Images)

O desenvolvedor de software Emerson Vitalino, manifestante que virou símbolo do ato antifascista de 31 e maio, na Avenida Paulista (SP), perdeu o emprego um dia após o protesto.

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Emerson é diretor e conselheiro da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians que liderou as manifestações a favor da democracia e contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Durante o ato, Emerson ergueu o punho como o grupo antirracista Panteras Negras e criticou apoiadores de Bolsonaro, que erguiam bandeiras associadas ao movimento neonazista.

O profissional, contratado como pessoa jurídica da multinacional Softtek, alegou ter sido vítima de perseguição por parte da empresa onde trabalhava. “Após toda a repercussão, as imagens chegaram ao meu serviço”, afirmou Emerson em entrevista ao portal UOL.

A empresa, por meio de nota, negou qualquer motivação política no desligamento de Emerson: “Nossas políticas de RH cumprem os regulamentos e estão alinhadas ao nosso código de ética”.

Uma nova manifestação foi marcada para a tarde deste domingo, no Largo da Batata, zona oeste de São Paulo, após a Justiça proibir a realização na Avenida Paulista em função de outro ato no local, a favor de Bolsonaro.