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Manifestações "anticoronavírus" na Alemanha e na Polônia

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Milhares de pessoas participam em protesto contra as restrições determinadas pelo governo em Munique
Milhares de pessoas participam em protesto contra as restrições determinadas pelo governo em Munique

Milhares de opositores às medidas restritivas destinadas a frear a propagação do coronavírus protestaram novamente neste sábado (12) em diversas cidades da Alemanha e na capital polonesa Varsóvia.

Em Munique foi organizadas pela primeira vez uma manifestação nacional deste tipo, que reuniu quase 8 mil pessoas, segundo a polícia.

Também foram registradas manifestações em outras cidades alemãs como Hannover (centro) e Wiesbaden (oeste).

Os manifestantes, em sua imensa maioria sem máscaras, apesar da recomendação das autoridades, criticaram as medidas adotadas pelo governo alemão para lutar contra a pandemia da covid-19. 

Este movimento, que surgiu em Stuttgart (sudoeste), organiza desde meados de abril manifestações contra as restrições relacionadas a covid-19 e entre seus aliados há militantes anti-vacinas, conspiracionistas e simpatizantes da extrema-direita.

As manifestações alemãs do sábado aconteceram sem incidentes até o momento. 

A chanceler Angela Merkel declarou "compreender" que alguns "têm dificuldades" diante destas restrições e destacou que "cada um é livre para criticar abertamente as decisões do governo (...) em manifestações pacíficas".

Uma manifestação equivalente, mas de menor tamanho, reuniu centenas de pessoas na cidade de Varsóvia, capital da Polônia. 

Organizada pela associação anti-vacinas "Stop-NOP", a manifestação, convocada sob lema "Acabar com a pandemia! Chega de mentiras!", começou diante da sede do Parlamento.

Em seguida, os manifestantes passaram pelo centro da capital em direção à sede da televisão pública, a TVP, que acusam de mentir sobre a pandemia.

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