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Manchas e erupções na pele podem ser sinal da covid-19, revela estudo britânico

A partir do Zoe Covid Study, cientistas e médicos britânicos conseguiram rastrear as mais comuns manifestações da covid-19 na pele de pacientes infectados. Apesar de não ser o principal sintoma da doença, muitos indivíduos relatam algumas manchas e erupções cutâneas que são associadas ao coronavírus SARS-CoV-2.

“A associação entre certas erupções cutâneas e a covid-19 tornou-se cada vez mais clara, e ser capaz de reconhecê-las é crucial para reduzir a propagação da doença", explica a médica Tanya Bleiker, presidente da Associação Britânica de Dermatologistas, em comunicado. Inclusive, a organização lançou uma biblioteca virtual com estas imagens.

Erupções da covid-19 costuma coçar, segundo pesquisadores (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)
Erupções da covid-19 costuma coçar, segundo pesquisadores (Imagem: Twenty20photos/Envato Elements)

Até o momento, a ciência não chegou a um consenso sobre a causa das erupções cutâneas da covid-19, mas os especialistas apontam que podem estar relacionado à resposta imune ao vírus. Inclusive, podem ser identificadas em alguns pacientes assintomáticos.

Como são as manchas e erupções cutâneas da covid-19?

De forma geral, as erupções da covid-19 coçam, o que pode afetar a qualidade do sono dos indivíduos infectados. Além disso, algumas das manchas são mais sensíveis à luz e podem ficar mais vermelhas após a exposição ao ar livre.

A seguir, confira os dois tipos mais comuns de erupções cutâneas, segundo os pesquisadores do Zoe Covid Study:

  • Erupção cutânea do tipo "brotoeja" ou varicela (catapora): este tipo de sinal tende a aparecer como pequenas áreas de inchaços vermelhos, com coceira. Pode ocorrer em qualquer parte do corpo, mas geralmente começa pelos cotovelos, joelhos, mãos ou pés. Às vezes, pode formar bolhas ou crostas. O risco de aparecerem no rosto é baixo;

  • Erupção cutânea tipo urticária: é a segunda erupção cutânea mais comumente relatada e aparece repentinamente como inchaços na pele que vêm e vão, durante o dia. Além da vermelhidão, causa uma coceira intensa e inchaço das regiões. É mais comum que comecem nas palmas das mãos ou na sola dos pés.

Além destes dois tipos, existem outras possíveis manifestações da covid-19 no corpo, como aquelas que se parecem como a pitiríase rósea. Em alguns pacientes, pequenos vasos sanguíneos podem estourar ou serem danificados, o que provoca erupções cutâneas de vasculite. Este último tipo é mais comum em pacientes hospitalizados.

E os "dedos de covid"?

Os "dedos de covid" é um outro grupo de manifestações cutâneas que foram descobertas em ondas anteriores da pandemia. Neste caso, as erupções são semelhantes as das frieiras. A condição aparecia como inchaços avermelhados e arroxeados nos dedos das mãos ou dos pés, mas também nas palmas das mãos. Nestes casos, a coceira não era uma característica típica. Atualmente, a incidência é baixa.

Ainda menos comum, algumas pessoas relataram alterações na boca e na língua associadas ao coronavírus. Estes sinais ficaram conhecidos como "língua da covid" e são como úlceras na boca e na língua, semelhante à língua geográfica. Também não são comuns no atual momento da pandemia.

Onde consultar os sinais da infecção?

Para checar as manchas e erupções cutâneas da covid-19, a equipe de médicos e cientistas da Associação Britânica de Dermatologistas lançou uma biblioteca virtual, que permite a consulta e comparação dos sinais que já foram relatados, especialmente na população britânica.

Biblioteca virtual agrupa sinais da covid-19 que aparecem como manchas e erupções na pele (Imagem: Reprodução/Associação Britânica de Dermatologistas)
Biblioteca virtual agrupa sinais da covid-19 que aparecem como manchas e erupções na pele (Imagem: Reprodução/Associação Britânica de Dermatologistas)

Vale explicar que tanto o levantamento destes possíveis sinais da covid-19 quanto a biblioteca virtual foram construídos a partir do aplicativo COVID Symptom Study, desenvolvido pela Zoe Global Limited e apoiado por médicos e cientistas do King's College London e do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos. Atualmente, ele é usado no Reino Unido.

Fonte: Canaltech

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