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Man Group vê risco de perdas para títulos emergentes por yields

Ruth Liew
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Títulos de dívida de mercados emergentes se tornam cada vez mais vulneráveis com a alta dos rendimentos dos Treasuries. Para o Man Group, que administra US$ 124 bilhões, se a taxa das notas de 10 anos do Tesouro dos EUA atingir 2%, isso pode provocar grandes saques.

A dívida de países em desenvolvimento também está ameaçada devido ao alto preço dos ativos, perspectiva de inflação mais acelerada e risco de medidas equivocadas do Federal Reserve ao tentar conter o impacto da pandemia sem superaquecer a economia, disse Lisa Chua, gestora da equipe de dívida de mercados emergentes na unidade de hedge fund do Man GLG, em Nova York.

“A velocidade dos movimentos nos rendimentos dos Treasuries se intensificou em um momento em que tanto títulos em moeda forte quanto local de mercados emergentes estão mais vulneráveis a tal movimento”, disse Chua. “Os valuations estão cada vez mais esticados e os posicionamentos mais congestionados. Em nossa opinião, os títulos de mercados emergentes têm um colchão limitado para absorver mais aumentos dos yields de 10 anos dos EUA, além do nível atual de cerca de 1,5%.”

Os títulos de países emergentes tiveram um final forte em 2020, com ganhos nos últimos nove meses do ano em meio à perspectiva de recuperação global da pandemia de coronavírus. O índice Bloomberg Barclays EM Local Currency Government subiu 14% nos últimos nove meses de 2020, atingindo um recorde no início de janeiro. Desde então, o indicador acumula queda de 2,7% com a preocupação de que os bancos centrais possam retirar o estímulo, o que levou a vendas de títulos em todo o mundo.

A deterioração das perspectivas para o setor também foi destacada recentemente pela BlackRock e Fidelity International. A BlackRock disse que não há um fim imediato à vista para o pânico sobre a retirada dos estímulos, enquanto a Fidelity disse que a onda da reflação ainda pode trazer mais perdas para títulos de mercados emergentes.

Para Chua, do Man GLG, um ponto de inflexão pode estar se aproximando.

“Se os rendimentos do Tesouro de 10 anos continuarem a subir até chegar a 2% - nível em que estávamos pouco mais de um ano antes da pandemia -, isso poderia desencadear grandes saídas de títulos em moeda forte e local de mercados emergentes.”

O principal perigo no momento não é apenas o nível crescente dos rendimentos dos EUA, mas a combinação de um mercado que é excessivamente complacente com a perspectiva de apoio dos bancos centrais e o perigo de erros do Fed no combate ao impacto da pandemia, disse Chua.

O fluxo de capital para ativos de países em desenvolvimento começa a desacelerar. As entradas para ações e títulos caíram para US$ 31,2 bilhões em fevereiro em relação ao recorde de US$ 107,4 bilhões de novembro, de acordo com dados do Instituto de Finanças Internacionais.

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©2021 Bloomberg L.P.