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Mamífero mais antigo do mundo é gaúcho

Uma equipe de paleontólogos brasileiros e britânicos conseguiu determinar de onde vieram os primeiros mamíferos do mundo — e foi do Rio Grande do Sul, aqui no Brasil. O estudo foi baseado em fósseis encontrados no início dos anos 2000, mais especificamente, as arcadas dentárias de cinodontes do Triássico. Foram quase duas décadas de pesquisa e aperfeiçoamento de métodos.

Publicado na última terça-feira (6) no periódico científico Journal of Anatomy, o artigo descreve os brasilodontídeos — Brasilodon quadrangularis — como criaturas de 20 cm de comprimento que pesavam apenas cerca de 15 gramas. Anteriormente, acreditava-se que os pequenos animais eram répteis. O grande diferencial foi o descobrimento de sua difiodontia, ou seja, o surgimento de dentes permanentes após os de leite.

À esquerda, dente de leite do Brasilodon, e à direita, dente permanente (Imagem: Rochele Zandavalli/UFRGS)
À esquerda, dente de leite do Brasilodon, e à direita, dente permanente (Imagem: Rochele Zandavalli/UFRGS)

Descobrindo os primeiros mamíferos

A difiodontia é associada, nos mamíferos modernos, à endotermia (sangue quente), placentação e lactação, que vão contra a ectotermia (sangue frio) e oviparidade (reprodução por ovos) que se associava aos cinodontes quando foram descobertos, no século XIX. A partir da análise das mandíbulas dos brasilodontídeos, agora sabemos que eles davam à luz aos filhotes como nós e os amamentavam.

Além disso, os B. quadrangularis eram noturnos, caçavam insetos e pequenos répteis e provavelmente viviam em tocas, onde habitavam os filhotes até a maturidade. Com 2 cm de comprimento, as mandíbulas dos animais passaram por análises histológicas, quando foram examinados seu esmalte e dentina: esses tecidos mineralizados podem nos revelar as condições metabólicas de sua formação, ou seja, como era o corpo do animal ao qual pertenceram.

Foi possível, assim, saber quais dentes surgiram ainda no desenvolvimento placentário e quais se formaram depois do nascimento. Notou-se que os brasilodontídeos tinham dentes de leite, substituídos por permanentes logo em seguida. Com idade agora estimada em 225 milhões de anos, os animais revelam ser tão antigos quanto os primeiros dinossauros do planeta.

Sergio Cabreira e Cesar Leandro Schultz, pesquisadores da UFRGS que participaram da pesquisa (Imagem: Rochele Zandavalli/UFRGS)
Sergio Cabreira e Cesar Leandro Schultz, pesquisadores da UFRGS que participaram da pesquisa (Imagem: Rochele Zandavalli/UFRGS)

Para a ciência, é importante saber como esses padrões genéticos, fisiológicos e embriológicos se mantém ao longo das eras. O desenvolvimento da placente, a lactação e os cuidados maternos se mostraram, através da pesquisa, estáveis por milhões de anos de evolução.

As características de alguns marsupiais e monotremados, por exemplo, agora parecem ter surgido como métodos reprodutivos secundários através da evolução de ancestrais com placente, o que é surpreendente para a comunidade científica.

A dentição difiodonte, agora, fica definitivamente associada ao desenvolvimento do palato — agora, sabemos que os molares permanentes vêm da mesma lâmina embriológica que os dentes de leite. Anteriormente, acreditava-se que esses molares vinham da dentição permanente, que dá origem aos incisivos, caninos e pré-molares.

Fonte: Canaltech

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