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Malwares são a maior preocupação de segurança de empresas brasileiras

·2 minuto de leitura

Com o distanciamento social decorrente da pandemia e a adaptação de muitas empresas a um cenário de home office, também mudaram as preocupações de segurança de seus executivos. A pesquisa ESET Security Report 2021 mostra que, para 64% dos entrevistados, malwares são a maior preocupação enfrentada no cotidiano.

Isso se deve ao crescimento de ações dos criminosos, que agora têm à disposição tanto máquinas conectadas a redes empresariais quanto dispositivos localizados nas casas de funcionários como forma de iniciar seus ataques. Uma brecha de segurança em qualquer aparelho pode ser o suficiente para afetar toda uma corporação — o que estimula grupos especializados em ataques de ransomware, que têm mostrado uma sofisticação crescente.

“Grupos de ransomware têm aproveitado o home office para acessar redes corporativas por meio de conexões remotas e estão exigindo somas cada vez maiores de dinheiro para o resgate de informações”, explica Camilo Guiérrez Amaya, chefe do Laboratório ESET América Latina. “Diante desse cenário, fica claro que o ransomware é uma ameaça preocupante e requer atenção. Acima de tudo, levando em consideração que o percentual de empresas que utilizam soluções para backup de informações é relativamente baixo”, complementa.

Brasil é recordista de infecções na América Latina

A pesquisa ESET Security Report 2021 foi realizada com mais de 1 mil executivos e representantes de 17 países da América Latina. Além da preocupação com malwares, os participantes também expressaram temores em relação a temas como roubos de informações (60%), acesso indevido a sistemas (56%), privacidade da informação (45%), falta de disponibilidade de serviços críticos (27%) e uso inapropriado de infraestrutura (20%).

Imagem: Captura de Tela/Canaltech
Imagem: Captura de Tela/Canaltech

O crescimento da preocupação com malwares está diretamente ligado ao número de incidentes de segurança relacionados a ameaças do tipo. Em 2020, eles corresponderam a 34% dos registros, seguidos pelos ataques de engenharia social (20%) e os acessos não autorizados (16%) — as empresas brasileiras foram as mais afetadas, correspondendo a 19% de todas as detecções da América Latina em 2020.

“O cenário é complexo e varia de acordo com o setor e o tamanho da empresa, mas exige ações contra um setor do crime cibernético que continua a evoluir e buscar maneiras de aproveitar as oportunidades que se apresentam para obter ganhos financeiros”, explica Gutierrez. Além de tomar medidas de segurança básicas, empresas também precisam investir na educação e conscientização de funcionários como forma de impedir a ação de ameaças.

Fonte: Canaltech

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