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'Maixabel' é aclamado ao trazer o ETA às telas de San Sebastián

·2 minuto de leitura

O filme "Maixabel", que conta a caótica história da aproximação de uma viúva de um político assassinado pelo ETA com dois algozes, foi recebido neste sábado (18) no Festival de Cinema de San Sebastián com comoção e longos aplausos.

"Maixabel", que concorre na categoria oficial do concurso cinematográfico da cidade basca, é uma produção espanhola dirigida por Iciar Bollaín e estrelada por Blanca Portillo e Luis Tosar.

Este é o mais recente exemplo da inspiração que a cultura espanhola encontrou no conflito basco e na organização armada ETA, a exemplo de "Pátria", o romance de Fernando Aramburu, que foi convertido em uma série televisiva.

"Maixabel" conta a história de Maixabel Lasa (Blanca Portillo), viúva do político socialista José María Jáuregui, e o arrependimento de dois dos três membros do ETA que participaram do assassinato em 2000 de seu marido, Luis Carrasco (Urko Olazabal) e Ibon Etxezarreta (Tosar).

A mulher que dá nome ao filme assistirá sua exibição neste sábado à noite.

A ideia inicial era fazer um documentário com esses encontros, mas os produtores acabaram optando pela ficção.

- "Material sensível" -

O filme baseia-se na força das interpretações, durante os encontros entre a viúva e os membros do ETA, com uma cena final particularmente emocionante em que participaram amigos de verdade de José María Jáuregui.

"Houve um claro compromisso em colocar o melhor que tínhamos a serviço dessa história", disse a atriz principal Blanca Portillo, descrevendo o material narrativo como "muito sensível".

Aos 58 anos e com uma carreira de mais de 30 entre o teatro e o cinema, Portillo já ganhou o prêmio de melhor atriz em Cannes em 2006 ("Volver") e outro em San Sebastián em 2017 ("Sete mesas de sinuca francesas").

"É o papel mais complexo que já tive", explicou Tosar, 49, cuja carreira conta com dezenas de filmes e três prêmios Goya, o maior prêmio do cinema espanhol.

“Recebemos um material muito bom, maravilhosamente escrito”, disse Tosar, “e simplesmente acredito que aproveitamos a generosidade das pessoas que inspiraram, que viveram os eventos que inspiraram este filme”.

"Maixabel" reserva um momento especial para o dia 20 de outubro de 2011, já há quase 10 anos, quando o ETA anunciou a "cessação definitiva" de suas atividades.

Após quatro décadas de violência na tentativa de alcançar a independência do País Basco e de Navarra, o ETA matou 853 pessoas, feriu milhares e deixou uma longa lista de sequestros e extorsão de empresários.

O Festival de San Sebastian receberá mais de 170 filmes até sábado, 25 de setembro, quando acontecerá a cerimônia de premiação.

Neste sábado, serão exibidos também outros filmes da seção oficial: "Benediction", o filme do diretor britânico Terence Davies sobre o poeta Sigfried Sassoon; "Earwig", da francesa Lucile Hadzihalilovic e "Arthur Rambo", do também francês Laurence Cantet.

al/mis/gf/aa

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