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Mais velha do que a Terra, esta rocha de 4,6 bilhões de anos é um meteorito

·2 minuto de leitura

Um aparente pedaço de rocha encontrado no Condado de Gloucester, no sudoeste da Inglaterra, é, na verdade, um meteorito com idade estimada em 4,6 bilhões de anos — ou seja, mais antigo do que o nosso planeta. Este fragmento espacial, com quase a mesma idade do Sistema Solar, pode fornecer pistas quanto a formação do nosso sistema planetário e até mesmo como a vida teria surgido aqui na Terra.

Como não é possível voltar no tempo para conferir como tudo aqui no Sistema Solar começou, os cientistas usam estes fragmentos espaciais para reconstruir algumas peças deste grande quebra-cabeça. Descoberto por Derek Robson, astroquímico da East Anglian Astrophysical Research Organization (EAARO), em março deste ano, as primeiras análises revelam que o meteorito veio de uma região entre as órbitas de Marte e Júpiter, provavelmente deslocado pela gravidade dos planetas próximos ou pela colisão entre asteroides.

O meteorito recuperado na Inglaterra, classificado como um condrito carbonáceo (Imagem: Reprodução/EAARO)
O meteorito recuperado na Inglaterra, classificado como um condrito carbonáceo (Imagem: Reprodução/EAARO)

Agora, cientistas da Universidade de Loughborough estão realizando análises mais aprofundadas para determinar a estrutura e composição química do meteorito. Junto de seus colegas da EAARO, os pesquisadores estão usando técnicas de microscopia eletrônica para pesquisar a morfologia da superfície, além de espectroscopia vibracional e difração de raios-X para determinar as interações que este pedaço de rocha espacial experimentou em todo seu tempo pelo Sistema Solar.

Segundo o microscopista Shaun Fowler, a estrutura interna do meteorito é frágil e fracamente ligada, porosa, com algumas fissuras e rachaduras. “Significa que esteve lá fora, além de Marte, intocado, desde antes de qualquer um dos planetas ser criado, com isso temos a rara oportunidade de examinar um pedaço de nosso passado primordial", acrescente Fowler. Além de ser o primeiro meteorito recuperado na Inglaterra nos últimos 30 anos, o pedaço de rocha chama a atenção também por ser um tipo raro, conhecido como condrito carbonáceo.

Através da microscopia eletrônica, é possível visualizar a estrutura interna do meteorito (Imagem: Reprodução/EAARO)
Através da microscopia eletrônica, é possível visualizar a estrutura interna do meteorito (Imagem: Reprodução/EAARO)

Ao contrário da boa parte dos meteoritos que são formados por ferro, um condrito carbonáceo é, basicamente, composto por carbono e silício — sua cor enegrecida já indicava isso. Este tipo de meteorito tem menos chances de sobreviver a entrada na atmosfera da Terra, por isso este tipo representa apenas 5% dos pedaços de rocha espacial encontradas em nosso planeta. São também ricos em materiais orgânicos, o que pode fornecer pistas sobre a formação da matéria orgânica por aqui.

O astroquímico Derek Robson explica que os condritos carbonáceos contêm aminoácidos encontrados em todos os seres vivos. "Ser capaz de identificar e confirmar a presença de tais compostos a partir de um material que existia antes do nascimento da Terra, seria um passo importante para entender como a vida começou", acrescenta Robson.

Fonte: Canaltech

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