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Mais uma empresa de ônibus pede recuperação judicial; já é a 11ª de um total de 29

·2 minuto de leitura

RIO — A crise no setor de transporte do Rio levou mais uma empresa a entrar com pedido de recuperação judicial. Dessa vez foi a Gire, que é responsável por cinco linhas que fazem transporte diário de 34 mil passageiros nos consórcios Intersul e Internorte. Com ela, já é a 11ª empresa de ônibus, de um total de 29, na mesma situação, na cidade.

Segundo o Rio Ônibus, o sindicato que representa os consórcios, o pedido de recuperação judicial é a última alternativa das empresas para não fecharem as portas. Além das empresas, dois dos quatro consórcios que atendem a população do Rio também já estão enquadrados no mesmo regime: Santa Cruz e Intersul.
As principais alegações das empresas e dos consórcios para justificar a situação que estão enfrentando são: déficit financeiro agravado pela pandemia, com redução de 50% no número de passageiros pagantes; congelamento das tarifas por quase três anos; e queda das Centralizações Trabalhistas, o que resulta na iminente execução de processos que totalizam mais de R$500 milhões ao sistema.

— A situação de esgotamento financeiro das empresas de ônibus é de conhecimento de toda a sociedade. Neste momento de calamidade absoluta para o setor, está praticamente impossível arcar com as demandas e custos inerentes à operação. A falta de equilíbrio contratual, o não reajuste tarifário e a queda das centralizações impossibilitam a garantia do serviço à população e ameaçam o deslocamento diário de milhões de pessoas no Rio. Transporte público é um direito garantido pela Constituição, e, diante do panorama atual, a solicitação do regime de recuperação judicial é o único recurso ao alcance dos operadores — alega o porta-voz do Rio Ônibus, Paulo Valente.
Ainda de acordo com o Rio Ônibus, desde março de 2020, as empresas acumulam déficit de R$2 bilhões. Das 45 viações ativas em 2015, restaram apenas 29, sendo que quase a metade delas está em em recuperação judicial. A crise afeta também os postos de trabalho. O número de rodoviários demitidos atinge 21 mil trabalhadores.
Além da Gire, estão na mesma situação a Vila Isabel, Real, Expresso Pégaso, VG, Palmares, Paranapuan, Pavunense, Campo Grande, Penha Rio e Novacap.

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