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Mais de um terço das linhas de ônibus do Rio está inoperante, diz secretária de Transportes, que promete rever o sistema

·2 minuto de leitura

A secretária municipal de Transportes, Maina Celidônio, disse nesta sexta-feira em audiência pública da Comissão de Transportes da Câmara de Vereadores do Rio, que, das 493 linhas existentes, apenas 107 (21,7%) rodam efetivamente na cidade com a frota e frequência determinadas. Outras 174 estão inoperantes (35,2%) e 212 (43,10%) operam abaixo do normal. Maina afirmou que está trabalhando com os consórcios no processo de revisão dessas linhas para determinar de fato qual o quantitativo necessário para os serviços. Isso porque há casos em que a oferta prevista nos contratos (revisada pela última vez em 2015) está acima do necessário no cenário atual.

Como o EXTRA publicou nessa sexta-feira, apenas 40% da frota prevista nos contratos de concessão (pouco mais de 3 mil coletivos) está circulando na cidade. O percentual corresponde ao quantitativo que deveria rodar aos domingos e feriados e não nos dias úteis. Os consórcios enfrentaram uma grande queda na quantidade de passageiros transportados e dois dos quatro consórcios que operam no Rio já entraram com pedidos de recuperação judicial devido a dívidas.

Maina reconhece que a redução está associada a queda de passageiros que já vinha ocorrendo antes de 2020 e se agravou com a pandemia do Covid-19.

— Para se ter ideia do tamanho da crise, mesmo antes da pandemia, a demanda por ônibus caiu 25% até 2019. Com a pandemia, chegou a mais de 70%, uma queda brutal. Agora, estabilizamos em metade da demanda original. O fato que as frotas dimensionadas para muitos serviços toma como base a realidade de 2015. Estão altas — declarou Maina.

A secretária também afirmou que haverá uma mudança no modelo de gestão dos ônibus, em relação a dispositivos previstos nos contratos de concessão com os consórcios Santa Cruz, Transarioca, Internorte e Intersul, firmados em 2010 e com validade de 20 anos. A ideia é, com a licitação pela prefeitura da gestão da bilhetagem eletrônica (hoje o sistema é administrado pela Riocard, ligado aos empresários), passar a remunerar os concessionários não por passageiros transportados, mas sim pelos quilômetros percorridos. Essa ideia é defendida por alguns especialistas ouvidos pelo GLOBO.

— O novo modelo permitirá dividir o risco da queda de demandas levando-se em conta não só a quantidade de passageiro mas os quilômetros rodados — afirmou a secretária.

Maina anunciou ainda outras mudanças. Ela prometeu que até o fim do ano serão instalados QR Codes nos pontos nas ruas. Isso permitirá que o usuário se informe sobre as linhas que passam pelo local bem como os itinerários. A ideia é que a partir de 2022, o usuário também possa saberquanto tempo terá que esperar a condução, com base em dados dos GPS dos ônibus.

A secretária anunciou também que a prefeitura pretende implantar mais 170 quilômetros de BRs (corredores de ônibus rápidos) até 2024. Até o fim de 2021, um novo corredor já entraria em operação na Rua São Francisco Xavier (entre o Maracanã e a Tijuca).

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