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Mais um? Novo vazamento expõe dados de 102 milhões, incluindo Bolsonaro

Ramon de Souza
·2 minuto de leitura

O Brasil ainda nem conseguiu engolir o suposto megavazamento que teria afetado mais de 223 milhões de cidadãos e um novo incidente de segurança já surgiu para causar ainda mais dor de cabeça. De acordo com informações do dfndr lab, laboratório de pesquisas da PSafe, criminosos cibernéticos estão comercializando, em fóruns da dark web, uma nova coleção contendo mais de 102 milhões de contas de celular.

A exposição inclui registros como número da linha telefônica, nome completo do assinante e endereço cadastrado para cobranças. A priori, acredita-se que as informações sejam oriundas de “duas operadoras brasileiras”; chama atenção o fato de que, nas amostras adquiridas pelos pesquisadores, foi possível encontrar dados até mesmo do presidente da República Jair Bolsonaro e da apresentadora Fátima Bernardes.

“A maneira com que os dados foram obtidos ainda não são claras para nossa equipe. O que podemos afirmar é que os vazamentos de dados empresariais têm sido cada vez mais frequentes e os colaboradores em home office têm sido o principal alvo dos cibercriminosos. É uma briga injusta para as empresas, basta um dispositivo desprotegido e uma ameaça bem sucedida para que um vazamento ocorra”, explica Marco DeMello, CEO da PSafe.

Os pesquisadores do dnfdr lab preferiram não revelar quais operadoras são citadas pelos criminosos, visto que seria necessário um aprofundamento no caso para apontar os dedos para alguma empresa. “Não podemos tomar como evidência as alegações de um cibercriminoso. As autoridades já foram comunicadas, temos um relacionamento próximo com a ANPD. Estamos à disposição para colaborar nas investigações”, diz Marco.

Os especialistas comentam que, embora o criminoso esteja vendendo dados unitários a US$ 1, é possível adquirir a coleção completa por 0,026 bitcoins, o que equivale a R$ 6,2 mil. “A preferência pelas transações em bitcoins está relacionada a uma dificuldade maior de rastrear a origem das movimentações. O criminoso muitas vezes nem mesmo tem o banco de dados que alega ter e aplica golpes em interessados, que pagam o valor requerido por bancos de dados gigantescos, mas que não entregam nada do que se propõe”, explica o executivo.

Fonte: Canaltech

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