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Mais um estudo sugere que as nuvens de Vênus podem ser habitáveis

·3 min de leitura

Seria possível que formas de vida pudessem criar “bolsões habitáveis” nas nuvens tóxicas de Vênus? Um novo estudo, conduzido por pesquisadores do MIT, da Cardiff University e da Cambridge University, sugere que, pelo menos na teoria, talvez isso possa acontecer. Os autores concluíram que, se houver seres vivos em nosso vizinho, eles poderiam neutralizar a acidez das nuvens, criando regiões para habitarem.

É difícil imaginar algum mundo com condições mais agressivas que as de Vênus: o planeta tem uma atmosfera repleta de dióxido de carbono e altíssimas temperaturas de superfície, que não permitem a sobrevivência da vida como conhecemos. Mesmo assim, no interior da atmosfera venusiana, há algumas assinaturas químicas que vêm intrigando cientistas há anos. Uma delas é a amônia, um gás identificado por lá durante a década de 1970.

A amônia foi identificada pelas missões Venera 8 e Pioneer, intrigando cientistas desde a década de 1970 (Imagem: Reprodução/ISAS/JAXA/Akatsuki/Meli thev)
A amônia foi identificada pelas missões Venera 8 e Pioneer, intrigando cientistas desde a década de 1970 (Imagem: Reprodução/ISAS/JAXA/Akatsuki/Meli thev)

O que mais chamou a atenção na presença do composto é que a amônia não poderia ter sido produzida através de nenhum processo químico conhecido no planeta. “A amônia não deveria estar em Vênus”, disse Sara Seager, coautora do estudo. “Ela tem hidrogênio, e há muito pouco hidrogênio por lá; qualquer gás que não combine com o contexto de sua ambiente é automaticamente suspeito de ter sido produzido por vida”.

No novo estudo os autores modelaram um conjunto de processos químicos que mostraram que, se realmente houver amônia lá, o gás deveria desencadear diversas outras reações. Estes processos causariam um efeito dominó de reações que neutralizariam gotas de ácido sulfúrico, que sejam a causa da maior parte das anomalias químicas de Vênus.

Transformações nas nuvens de Vênus

Eles também chegaram a uma explicação para a presença da amônia. Para os autores, a hipótese mais plausível seria a origem biológica do composto e, segundo eles, a “química sugere que a vida pode estar criando seu próprio ambiente em Vênus”. Além disso, eles consideraram também que este cenário pode explicar outras anomalias das nuvens de lá: se existirem seres vivos produzindo amônia, as reações químicas produziriam também oxigênio.

Conceito artístico de microrganismos hipotéticos em Vênus, vivendo em partículas protetoras nas nuvens (Imagem: Reprodução/J. Petkowska)
Conceito artístico de microrganismos hipotéticos em Vênus, vivendo em partículas protetoras nas nuvens (Imagem: Reprodução/J. Petkowska)

Nas nuvens, a amônia seria dissolvida em gotas de ácido sulfúrico e neutralizaria a acidez, criando gotinhas relativamente habitáveis e fazendo com que o dióxido de enxofre nos arredores também fosse dissolvido. Ainda pensando neste cenário, a presença da amônia poderia talvez estar por trás de outras características estranhas das nuvens de Vênus, que nem mesmo erupções vulcânicas, relâmpagos e outros processos poderiam explicar.

Vale destacar que isso não significa, necessariamente, que haja vida no planeta. “Existem vários outros desafios para a vida superar se for viver nas nuvens de Vênus”, destacou o coautor William Bains. Afinal, quase não existe água por lá, e toda a vida que conhecemos precisa dela. “Se houver vida lá, a neutralização do ácido tornaria as nuvens um pouco mais habitáveis do que pensávamos”, disse.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fonte: Canaltech

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