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Mais rico da Coreia do Sul perde R$ 44 bilhões por causa de escândalos

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Mais rico da Coreia do Sul, Brian Kim teve uma ascensão espetaculosa, mas a queda está sendo mais rápida do que esperado. (REUTERS/Kim Hong-Ji) (REUTERS)
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  • Mais rico da Coreia do Sul, Brian Kim teve uma ascensão espetaculosa

  • No entanto, nas últimas semanas, uma série de escândalos diminuíram a fortuna do empresário

  • Problemas estão colocando Kim na mira dos investidores

A ascensão de Brian Kim foi sensacional: o homem que quando menino dividia um quarto com sete membros da família ultrapassou o herdeiro do Samsung Group Jay Y. Lee para se tornou o mais rico da Coreia do Sul. Então começaram as polêmicas.

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Primeiro foram as preocupações de monopólio sobre sua gigante de mensagens Kakao Corp., já que o país instituiu medidas mais rígidas para evitar tais práticas. Em seguida, houve uma reação negativa quando os principais executivos venderam ações logo após a oferta pública bem-sucedida de uma unidade. E na semana passada, foi divulgada a notícia de que Kim poderia ter evadido 886 bilhões de won (R$ 3,9 bilhões) em impostos – alegações que Kakao descartou como “infundadas”.

Isso afetou as ações da empresa, que caíram 48% desde o pico de junho, eliminando cerca de US$ 7 bilhões (R$ 38 bilhões) da fortuna de Kim. O coreano mais rico do mundo tinha uma fortuna de US$ 15 bilhões (R$ 81 milhões) antes dos escândalos. É outro exemplo de como a maré está mudando para os bilionários da tecnologia, quando um rali alimentado por coronavírus nas ações de suas empresas termina.

"Os problemas estão tendo um impacto negativo no sentimento dos investidores", disse Hyunyong Kim, analista da Hyundai Motor Securities em Seul. “As expectativas para grandes empresas de tecnologia estão caindo.”

Mais rico da Coreia do Sul, Brian Kim teve uma ascensão espetaculosa, mas a queda está sendo mais rápida do que esperado. (Getty Images)
Mais rico da Coreia do Sul, Brian Kim teve uma ascensão espetaculosa, mas a queda está sendo mais rápida do que esperado. (Getty Images)

Kim era um exemplo de sucesso na Coreia

Kim, que saiu da pobreza extrema e foi o primeiro de seus irmãos a frequentar a faculdade, iniciou o antecessor de Kakao em 2006 e lançou seu aplicativo de mensagens móveis de enorme sucesso, KakaoTalk, quatro anos depois. A empresa então começou a se expandir para serviços bancários on-line, compras, jogos e caronas, com a pandemia de Covid-19 fornecendo outro impulso, pois menos interações pessoais direcionavam o tráfego para os aplicativos da Kakao.

Em menos de dois anos, três de suas unidades se tornaram públicas: Kakao Games, KakaoBank e Kakao Pay. Mas o rápido crescimento colocou a Kakao sob maior escrutínio regulatório, com seu domínio de mercado sendo criticado por ameaçar lojas familiares. Em setembro, Kim prometeu 300 bilhões de won para ajudar pequenos comerciantes e disse que consideraria desmantelar serviços que competem com eles, como entrega de flores.

“Recentemente, refletimos de forma pungente sobre não perceber a responsabilidade social, pois estávamos exultantes com o crescimento das subsidiárias”, disse Kim em uma audiência no parlamento em outubro. “Como uma empresa que recebeu apoio público, faremos esforços excruciantes para voltar a lembrar como éramos quando começamos.”

Série de escândalos complicaram empresário

Outro escândalo aconteceu antes do final do ano, quando os executivos da Kakao Pay venderam algumas de suas participações após a estreia da unidade no mercado de ações em novembro, provocando uma queda nas ações das empresas do grupo. Na semana passada, três dos executivos mais seniores da divisão demitiram-se.

A investigação fiscal é atribuída à agência policial da parte sul da província de Gyeonggi, fora de Seul, disse seu porta-voz sem dar mais detalhes. O grupo cívico que denunciou Kim à polícia o acusou de manipular contas para evadir impostos sobre ganhos de capital da fusão da Kakao e do portal Daum em 2014. Em 2019, a promotoria do Tribunal Distrital Central de Seul retirou uma acusação anterior sobre o mesma questão, disse o grupo.

“A fusão ocorreu com base nos acordos dos acionistas da Daum e da Kakao, e era difícil para uma parte específica ter influência”, disse um representante da Kakao. No ano passado, Kim prometeu cada vez mais retribuir. Ele prometeu em setembro que usaria o K Cube para financiar causas que criam valores sociais, como educação. Em março, ele e sua esposa assinaram a iniciativa Giving Pledge de Warren Buffett, prometendo doar a maior parte de sua fortuna durante suas vidas.

A indústria de tecnologia está passando por um momento difícil, já que os bancos centrais globais estão prestes a aumentar as taxas de juros. O setor despencou desde sua alta de dezembro, com investidores evitando as ações de alto valor por opções mais baratas que eles apostam que os ajudarão a ganhar mais dinheiro em um ambiente de aumento dos custos de empréstimos.

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