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Mais de metade dos brasileiros já compartilharam fake news sem saber

Felipe Demartini
·3 minutos de leitura

Mais de metade dos brasileiros afirmam já terem compartilhado fake news sem saber, com três em cada quatro cidadãos afirmando já terem sido atingidos por informações falsas de alguma forma. Temas como política e saúde, como já eram de se esperar em um período de aproximação das eleições e de pandemia, são os mais populares, enquanto 80% dos links desse tipo vieram por meio do WhatsApp e Facebook, indicando que mensageiros e redes sociais são os principais vetores de disseminação dos conteúdos manipulados.

Os resultados aparecem em uma pesquisa realizada pelo dfndr lab, o laboratório de segurança digital da PSafe, e quantifica em números o problema das fake news no Brasil. De acordo com o estudo, 55% dos brasileuros afirmam já terem repassado informações falsas sem a realização de checagem, enquanto 75% dos cidadãos de nosso país afirmam já terem tido contato com esse tipo de notícia manipulada, principalmente sobre política.

Enquanto 75% dos participantes da pesquisa afirmaram terem recebido fake news políticas, 45% disseram que o assunto das informações falsas era a saúde, também um reflexo do momento atual e com resultados tão danosos quanto. A ideia dos especialistas é que, ao receberem tais informações de contatos conhecidos como familiares, amigos próximos ou cônjuges, as pessoas são mais propensas a acreditarem, não realizando nenhum tipo de checagem antes de compartilharem os links. Pior ainda, esse mesmo ideal também vale para a aplicação de eventuais dicas ou denúncias no cotidiano.

<em>Tom alarmista, erros de português e publicação em sites desconhecidos são sinais usuais de uma fake news feita para desinformar (Imagem: Divulgação/dfndr lab)</em>
Tom alarmista, erros de português e publicação em sites desconhecidos são sinais usuais de uma fake news feita para desinformar (Imagem: Divulgação/dfndr lab)

“Na ânsia de ter uma solução rápida para um problema tão sério, as pessoas acabam acreditando cegamente nas notícias que recebem. Os riscos que seguem as fake news sobre saúde são muito mais graves, podendo até significar perigo para a vida”, explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab. Na visão dele, a tendência é que o panorama de disseminação de informações falsas piore, não apenas com a continuidade da pandemia, mas também com a aproximação das eleições municipais, que estão marcadas para novembro.

Os especialistas indicam a checagem de fatos como principal medida contra as fake news. Além disso, indicam alguns elementos comumente presentes nesse tipo de manipulação, como o tom alarmista de títulos e parágrafos, o conteúdo sensacionalista e a citação a especialistas desconhecidos ou que nem mesmo são nomeados, assim como o próprio autor das matérias. Vale a pena, ainda, atentar à credibilidade dos sites em que as informações são veiculadas e os pedidos constantes para compartilhamento. Datas e contextos também devem ser levados em conta antes de enviar um link adiante.

Um alerta, ainda, vale para o uso desse tipo de texto alarmista na disseminação de golpes ou tentativas de roubo de dados. O melhor é usar soluções de segurança em todos os dispositivos e que os usuários evitem clicar em links ou fornecer dados solicitados durante o compartilhamento de notícias. Uma ferramenta online, também, pode ser usada para envio de publicações para checagem pelos especialistas.

Fonte: Canaltech

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