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"Tá todo mundo mal": Brasil é 5º país com pior estado emocional

Marcela De Mingo
·3 minuto de leitura
Mental health concept.
A pesquisa do Ipsos registrou uma piora de 45% na saúde mental da população global, considerando os 11 países participantes (Foto: Getty Creative)

"Tá todo mundo mal". Esse parece ser o mantra pandêmico do brasileiro. E, inclusive, já existem dados que comprovam que, por aqui, estamos mesmo com a saúde mental em um estado bem complicado: somos o quinto país em piora do estado emocional desde o começo da pandemia de coronavírus, no ano passado.

De acordo com uma nova pesquisa desenvolvida pelo Ipsos para o Fórum Econômico Mundial, observou-se uma piora de, em média, 45% na saúde mental da população global. O estudo buscou compreender a percepção da situação do mundo depois de um ano completo de pandemia, buscando saber, inclusive, quando as pessoas imaginam que vão retomar uma vida o mais próximo possível daquilo que viviam antes do surgimento do COVID-19.

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No Brasil, a gente sabe que a situação parece ainda mais complexa. Além da má gestão da pandemia como um todo, precisamos lidar ainda com uma crise política e econômica aparentemente sem precedentes, o que significa que se o medo da doença não fosse o suficiente, ainda precisamos lidar com a insegurança em relação a esse cenário tão instável e potencialmente ameaçador.

Um dos pontos de destaque da pesquisa perguntava para os participantes como o seu emocional e a sua saúde mental mudaram desde o começo da pandemia, há mais de um ano. Aqui no Brasil, as respostas foram pouco animadoras: 18% acreditam que a situação emocional piorou muito, 35% dizem que apenas piorou e 14% disseram que viram algum grau de melhora. Na média, o brasileiro viu uma queda de 40% no seu estado emocional, e uma piora absoluta de 53% (isto é, sem contar aqueles que disseram ver melhoras).

A pesquisa contou com mais de 21 mil participantes com menos de 75 anos, de 11 países diferentes. Na frente do Brasil, estão apenas 4: Turquia (com um impressionante índice absoluto de piora de 61%), Chile, Hungria e Itália.

Outro ponto interessante é o questionamento sobre quando voltaremos a ter uma vida "normal". De fato, pensar que as coisas vão voltar a ser como antes é ingenuidade: não é possível mensurar os efeitos que um baque tão grande quanto o causado pela pandemia vão gerar a longo prazo. Ainda assim, por aqui mais de 50% dos entrevistados acreditam que vamos levar em torno de um ano antes de voltar para uma rotina mais próxima do que conhecíamos.

Como cuidar da sua saúde mental

A pesquisa indica também que, por aqui, desde o começo de 2021 os entrevistados perceberam uma piora na saúde mental de 13%. É claro que o contexto do país tem um efeito e tanto no emocional da população geral, no entanto, é importante, quem consegue, criar uma rotina de cuidados e tentar reverter ou administrar, aos poucos, esse baque.

A primeira e mais importante dica para que isso aconteça é procurar ajuda profissional, se necessário. Existem centros de apoio gratuitos e que oferecem suporte terapêutico sem custos ou a preços acessíveis nas principais capitais brasileiras. Para quem pode, fazer terapia ou buscar um psicológico é essencial para dar um primeiro passo, especialmente se você sente dificuldades em lidar com o que sente e pensa nos últimos meses.

Veja outras dicas para cuidar da saúde mental:

  • Estabeleça uma rotina: manter horários para dormir, acordar e até para comer ajudam com o senso de estabilidade.

  • Faça pausas: crie limites para usar telas e redes sociais e busque atividades que sejam distantes de notícias ou de trabalho, como ler um livro ou fazer uma atividade manual.

  • Exercite-se: fazer exercícios físicos é uma forma muito eficaz de controlar o estresse, regular o humor e ainda estabilizar funções básicas do corpo, como o sono.

  • Conecte-se com pessoas queridas: converse com amigos e familiares de confiança, troque experiências, sensações, seja sincero sobre o que está vivendo e se coloque disponível para ouvir o outro lado. Manter uma rede de apoio é essencial em momentos de crise.