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Mais de 8 mil candidatos usam nomes religiosos nas urnas; Pastor e pastora são os mais utilizados

João de Mari
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Un evangélico ora durante una misa en una iglesia en La Habana, Cuba, el domingo 27 de enero de 2019. Disgustadas por las campañas a favor del matrimonio homosexual, algunas iglesias evangélicas en Cuba realizan un inusual activismo que podría tener impacto político en el próximo referendo por la reforma constitucional. (AP Foto/Ramón Espinosa)
Votação do primeiro turno será no dia 15 de novembro, e o segundo, no 29 de novembro (Foto: AP Foto/Ramón Espinosa)

Mais de 8,7 mil candidatos nestas eleições usam nomes religiosos nas urnas que, na maioria das vezes, são nomes adotados para fazer campanha e conquistar eleitores. Dados publicados nesta quinta-feira (1) pelo G1 mostram que, entre os títulos, evangélicos são os mais frequentes.

De acordo com o registro de candidaturas apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o título mais utilizado é o de “pastor/pastora”, com 4.426 casos, ou mais de 51% dos registros. Na sequência aparece “irmão/irmã”, com 3.561 registros, ou 41% do total.

Ainda há 203 registros com o nome “bispo”, 190 “missionário”, 157 “pai”, 109 “padre”, “apóstolo” são 42, “reverendo” 12, “frei” aparece em apenas duas candidaturas, assim como o título “ministro”.

Os postulantes ao cargo de vereador apresentaram o maior número de títulos religiosos. Isso porque essa parcela concentra a maior parte das candidaturas. Em seguida, aparecem os candidatos a vice-prefeito. Por último, aqueles que buscam um cargo como prefeito.

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O levantamento considerou os títulos que aparecem como o primeiro nome de urna dos candidatos. Ou seja, não considera situações em que os candidatos usam em outra parte do nome da urna alguma referência religiosa.

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De acordo com o TSE, o nome das candidaturas pode ter no máximo 30 caracteres. O candidato pode usar nome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou o nome pelo qual é mais conhecido. No entanto, é proibido usar nomes que gerem dúvidas sobre a identidade do candidato, que atente contra o pudor ou “seja ridículo ou irreverente”, conforme está escrito no site do órgão. Ainda é proibido o uso de expressões ou siglas de órgãos da administração pública de qualquer nível (federal, estadual ou municipal).

O Congresso Nacional aprovou, em julho, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera as datas do calendário eleitoral deste ano em razão da pandemia. Com isso, a votação do primeiro turno será no dia 15 de novembro, e o segundo, no 29 de novembro.